sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Comicmania de volta ao Rio

Publicado originalmente nos sites  Impulso HQ e Cruzador Fantasma

Desde o dia 22 de novembro está rolando na cidade do Rio de Janeiro a 15ª edição da Comic Mania Convenção Internacional de Quadrinhos, que após um longo hiato o evento retornou e pretende fazer o mesmo barulho das edições anteriores.
Este retorno às origens passa tanto pelo cartaz que comemora as quinze edições relembrando a imagem usada no primeiro evento quanto pelo retorno ao lugar em que tudo começou: O castelinho do Flamengo.
A 15ª edição da Comic Mania vai até o dia 1º de dezembro e como é de praxe, traz um autor internacional para conversar com os fãs brasileiros. Segundo o organizador do evento, João (John) Calvet, o convidado estrangeiro da edição será o roteirista Kyle Higgins, que entre outros projetos, foi o responsável pelo título do Asa Noturna, da DC Comics.
O evento também contará com a presença de artistas nacionais de peso como Carlos Rafael, Daniel HDR Joe Benett, Rod Reis e Jack Jadson e de Manoel de Souza, editor da revista Mundo dos Super-heróis. Também estarão presentes o mestre do Terrir cinematográfico Ivan Cardoso e as versões nacionais do Capitão Marvel e do Batman. Além é claro, do próprio Calvet, que já produziu vários documentários e programas sobre quadrinhos para a TV e no momento está rodando seu primeiro longa-metragem.
Além das palestras haverá exibições de filmes, exposições e stands vendendo quadrinhos e outros produtos nerds.
A convenção que surgiu em 1993 e colocou o Rio de Janeiro no mapa dos quadrinhos internacionais. Ao longo dos anos seus organizadores trouxeram importantes nomes dos quadrinhos como David Mazzuchelli, Jim Lee e Bill Sienkiewicz.
Seja você um quadrinista novato querendo conhecer seus ídolos ou um carioca em busca de diversão gratuita no Rio de Janeiro, o Comicmania é o seu evento.
O Castelinho fica na Praia do Flamengo, 158. Ao lado do aterro do Flamengo e tem várias opções de transporte na porta.
Que tal dar uma passadinha? É de graça.
15º Comic Mania – Convenção Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro
De 22 de novembro até 1º de dezembro, das 10h às 20h
Castelinho do Flamengo: Praia do Flamengo, 158 – Rio de Janeiro/RJ
Entrada Franca

Entrevista para a TV Brasil

A Capa Comics deu uma entrevista para a TV Brasil. Confira.






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Se  gostou desta visite o site  para ver nãos só as outras como todos os projetos da Capa Comics

Entrevista para o Globo

Publicada originalmente em O Globo
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Atualizado:

'Detrito', do Capa Comics Foto: Divulgação

'Detrito', do Capa Comics Divulgação
RIO — O texto que o Capa Comics usa para se apresentar tem dois questionamentos: “Por que todo super-herói tem que nascer nos EUA? Por que todo super-vilão tem que atacar Nova York?”. A resposta do coletivo, composto por roteiristas e ilustradores, surgiu no dia 27 de setembro, em forma de uma revista com modestas 20 páginas, a uma tiragem de quatro mil exemplares.
A primeira edição do Capa Comics introduz personagens bem brasileiros. Mais especificamente, da Baixada Fluminense. É o resultado do esforço de 16 amigos, moradores da região, que se cansaram de ver um Brasil estereotipado nas HQs estrangeiras e decidiram levar a realidade de onde vivem para a arte sequencial.
Eles colocaram no papel histórias como “Polly & Pumpkins”, sobre uma dupla de 21 anos que lidera uma banda de rock, vivendo a expectativa de realizar seu primeiro grande show no Rockcaxias Fest. E “Detrito”, um professor transformado num “homem cocô” que vive às margens do Rio Sarapuí, “onde as pessoas lançam tudo o que não cabe mais em seu mundo perfeito”, e que agora precisa lutar contra monstros horríveis. O nome do grupo é inspirado em Tenório Cavalcanti, o político de Duque de Caxias conhecido como Homem da Capa Preta.
— Stan Lee está para Nova York como nós estamos para a Baixada — diz, sem modéstia, o idealizador do Capa, João Carpalhau, em referência ao autor de Homem-Aranha, Hulk e X-Men. — Aqui é o nosso foco porque é a nossa casa. Nossa missão é valorizar a HQ nacional. A galera boa daqui desenha lá fora. O contexto do quadrinho brasileiro hoje é resumido a Ziraldo e Mauricio de Sousa. Queremos ampliar isso.
Antes de a revista sair de uma gráfica de Bonsucesso — a impressão custou R$ 2 mil —, o coletivo já alimentava o seu site, desde abril, com HQs curtas que oferecem prévias de futuras aventuras. Os traços traduzem a variedade de estilo que marca os membros do Capa. O mangá, por exemplo, é uma influência evidente em “Polly & Pumpkins”. Já o “Doutrinador” exibe linhas mais realistas e sombrias.
— Cada leitor se identifica com um gênero. Mas todos os públicos, quando leem uma poesia, gostam. No fim, tudo é arte sequencial. Nosso estilo é o quadrinho nacional. A gente nem se preocupa com a estética — observa Carpalhau, recebendo acenos de aprovação de seus colegas.
Carpalhau tem 33 anos, um filho de 6 e uma tatuagem no braço direito em que se lê “Excelsior”, a expressão que Stan Lee usava ao fim de todo artigo na “Bullpen Bulletins”, seção de notícias da Marvel Comics. A mãe, ex-professora de literatura, o alfabetizou com gibis. Foi assim que conseguiu atenuar a dislexia (“As palavras me ‘caíam’, então eu comecei a ver a letra como ilustração”, ele conta). As aulas de bateria também ajudaram um pouco.
Morador de Duque de Caxias, não demorou para conhecer colegas que compartilhassem o mesmo interesse. Com a ajuda da internet, angariou os entusiasmados que faltavam para completar o Capa Comics, um sonho de longa data. Todo mundo que trabalha no coletivo é voluntário.
O projeto ainda está no começo. A segunda edição da revista estava prevista para sair no fim de novembro, mas o lançamento deve atrasar. Falta patrocínio. A estreia teve apoio de um restaurante, que bancou a impressão em troca de um anúncio na segunda página. Carpalhau garante que o estabelecimento viu um crescimento nos pedidos de quentinhas.
Mas os sinais da vitória do empreendimento começam a aparecer. A publicação, que no momento pode ser encontrada num mercado municipal de Caxias e em algumas lojas e bancas, deve ser encaminhada para leitores pelo correio. Os pedidos já existem, de várias partes do Brasil. Além disso, o modelo de produção inspirou outras comunidades.
— Na Rocinha já tem gente querendo fazer quadrinhos — orgulha-se Alexandre D’Assumpção, redator responsável pelo editorial que abre a revista.
Sumpa, como é chamado pelos companheiros, também roteiriza a seção Cópia Comics, em que um personagem gringo é retirado de seu contexto original e inserido na realidade da Baixada. Na Capa Comics nº1, conhecemos o Gastãozinho, o Fantasminha da Baixada.
— Nessa história, ele está procurando um emprego. Há muitos funcionários fantasmas por aqui — ri.
Mas o gancho geográfico não restringe a imaginação de nenhum dos roteiristas. O Doutrinador, por exemplo, caça pelo Brasil todos aqueles que “produzem a miséria e o atraso”. Estão, nesse pacote, políticos e celebridades da TV. Esse justiceiro às avessas, que se define como um “super soldado num país sem guerras”, não mede esforços em seu desejo de vingança e assassina senadores corruptos onde quer que estejam.
— Surgimos com uma abordagem regional, mas não queremos ser bairristas. A Baixada é um resumo do Rio e do Brasil. Temos japoneses, nordestinos, gente de todas as etnias. Esse contexto nos dá a possibilidade de expandir o universo — explica Carpalhau.
Os planos para o futuro incluem uma websérie, novos personagens (os carros-chefes, a partir de agora, serão o Detrito e um herói que ganha superpoderes ao achar a capa verdadeira de Tenório Cavalcanti) e, talvez o mais ousado de todos, a construção da primeira Gibiteca Municipal da Baixada Fluminense.
Sete quadrinistas do Capa Comics receberam O GLOBO no primeiro andar da Biblioteca Leonel Brizola, em Duque de Caxias, onde pretendem montar a gibiteca e oferecer à criançada alternativas para trabalhar e se familiarizar com as HQs. O espaço, porém, está quase vazio. Eles já têm uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, mas precisam de doações.
O grupo de artistas não quer imprimir denúncias ou manifestos em sua obra. Todos rejeitam, por enquanto, um viés político no Capa Comics. Eles dizem que querem se divertir. Mas, no fundo, Sumpa enxerga uma motivação mais séria para o que está fazendo:
— Quando eu era garoto, existia uma certa vergonha de falar de onde vinha, como se a Baixada Fluminense servisse só para empregado e porteiro. Com a Capa Comics, estamos dizendo: esta é a nossa origem. Você se aceita. E aí você se torna uma pessoa melhor.


   em http://oglobo.globo.com/cultura/coletivo-capa-comics-lanca-revista-com-historias-ambientadas-na-baixada-fluminense-10726092#ixzz2miyUFumq 
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Entrevista: João Carpalhau, editor da Capa Comics

Publicada originalmente no site Impulso HQ

Eles vieram do nada e fizeram barulho.Se você ainda não ouviu falar deles certamente ouvirá em pouco tempo. Eles são o Capa Comics, coletivo carioca composto por 16 moradores da Baixada Fluminense que aos poucos tem conquistado um espaço com suas histórias regionais contadas na linguagem dos quadrinhos.
Mês passado eles realizaram o sonho de todo quadrinhista e lançaram uma HQ impressa. Sem preconceito, o a revista Capa Comics publicou cartum, mangá e comics. Diferentes estilos e mentes, mas o mesmo sonho. E juntos, conseguiram o que nenhum deles conseguiria sozinho.
Convidamos o sempre falante e divertido João Carpalhau, editor da revista e líder do coletivo, para quebrar a quarta parede e nos revelar um pouco mais sobre este curioso grupo.
Impulso HQ: O que é o coletivo Capa Comics e quais são os seus membros?
João Carpalhau: 
O Coletivo Capa Comics é uma ideia que me foi soprada no ouvido por um ser de outra dimensão. Ele me disse: “Se você construir, eles virão”. Na verdade, tudo começou em uma conversa de barzinho entre amigos que faziam HQs. O legal da Baixada Fluminense é que todo mundo se conhece ou acaba se conhecendo. Hoje, somos um grupo de 16 quadrinistas. Todos cria da Baixada e determinados a fazer quadrinhos brasileiros.
IHQ: Qual o diferencial do Grupo?
J. C.: I
novação e azeite de dendê. Buscamos fazer quadrinhos regionais sem que sejam bairristas ou mais do mesmo. Acreditamos que é possível construir um universo de quadrinhos onde as personagens possam se encontrar sem precisar ser em Nova Iorque ou em Tóquio. Nosso país é grande o suficiente e tem muitas histórias bacanas para brincarmos na nossa realidade do possível existir.
IHQ: Você acredita que é possível criar um universo e histórias sequenciada num país em que a maioria das revistas não chega ao segundo número?
J.C.: 
Eu acredito em transformar utopias em realidade. Acredito em sonhos possíveis, e acima de tudo que um homem sozinho é capaz de mudar o mundo. Nós somos 16 então já estamos em vantagem.
IHQ: Como tem sido a recepção do grupo nos eventos? O povo da Baixada Fluminense ainda é malvisto e tratado de forma paternalista como antigamente?
J.C.: 
O grupo tem sido recebido com o maior carinho em todos os eventos que participa. O que temos a fazer é retribuir ao público da mesma maneira e de preferência honrando-o com boas histórias. O que levamos conosco é o melhor que a Baixada Fluminense pode oferecer. E as pessoas inteligentes sabem disso.
IHQ: Qual a sensação de ter algo publicado?
J.C.:
 Pra quem é independente isso é realmente como colocar um filho no mundo. Não basta apenas ir lá e ver o nascimento. Você precisa levá-lo na escola, ao dentista, enfim, acompanhar seu crescimento. Com a publicação é a mesma coisa, uma verdadeira paternidade. E a Capa Comics é como uma família.
IHQ: O formato “Mix”, com histórias e artistas de diferentes estilos foi bem aceito?
J.C.: 
Até agora ninguém reclamou. Em eventos de Mangá todo mundo ama Polly & Pumpkins e nos eventos de Comics todos amam o Detrito. Mesmo assim todos que leem a poesia de Solano Trindade quadrinizada concordam que ele é bom. Na verdade, nossa intenção em colocar estilos diferentes em um mesmo gibi foi proposital. No fundo os comics e os mangás são a mesma coisa, a mesma base. Tudo é arte-sequencial. O que as pessoas precisam se tocar é que quando é feito por um brasileiro, então é quadrinho nacional. Gostamos de chamar nossas HQs de gibis.
IHQ: Quais os planos do coletivo para outras mídias?
J.C.: 
Há muitos planos, mas não esperávamos que as coisas aconteceriam tão rápido. Já existe um convite para criação de um jogo de vídeo game do Detrito. Também há uma parceria da Capa Comics com o Cineclube Ágora e a Pepa Filmes que deve render algumas web series ambientadas no nosso universo.
IHQ: Dezesseis membros. Como conseguem conciliar tantas opiniões e ideias diferentes? É muito difícil?
J.C.:
 Quando disse que a Capa Comics era como uma família eu não estava brincando. A gente bate muito de frente e é quase impossível reunir todo mundo. Mas somos sempre honestos uns com os outros. Esta honestidade é o que faz a coisa ser o que é. O segredo é atitude e respeito.
IHQ: Além do Solano Trindade vocês pretendem homenagear algum outro famoso da Baixada?
J.C.:
 Na verdade, nossa intenção é honrar os que merecem honra. Solano Trindade não é um famoso. Ele é uma lenda real da Baixada, do Brasil. O “Poesia em Quadrinhos” busca mostrar a poesia, que aqui nestas bandas é e sempre foi muito forte.
Temos Solano, Barbosa Leite, João de Deus, Heraldo HB, Tubarão… A Baixada está cheia de poesia, cheia de poetas, histórias e lendas urbanas gritando por serem mostradas. Não só a Baixada, mas o Brasil tem um monte disso.
É hora do brasileiro olhar para o Brasil e isso não é papo nacionalista. As pessoas precisam observar as coisas que estão a sua volta. Há muita coisa boa acontecendo.
IHQ: Vocês tem algum conselho para quem quer tentar fazer o mesmo?
J.C.: 
Coragem, paciência, persistência e não só amor, mas muito tesão pela arte.
****
Agradecemos ao Carpalhau pela entrevista. Se você quer conhecer mais sobre o Coletivo Capa Comics, acessem o site www.capacomics.com ou pergunte se sua gibiteria preferida se ela já tem o gibi deles, ou entre em contato diretamente com o coletivo pelo e-mail capacomics@gmail.com.

Especial de 50 anos de Doctor Who nos cinemas brasileiros

Publicado originalmente no site Impulso HQ
Famosa série de TV vai ganhar os cinemas brasileiros em exibição 3D
Famosa? Você já ouviu falar de Doctor Who? Apesar da série ter fãs brasileiros de décadas, sua divulgação em nosso país sempre foi quase nenhuma. E acredite, já teve episódio passando como filme na TV Manchete e dizem por ai que a Globo já exibiu dois filmes livremente inspirados nela. Mas continuo a perguntar: Você conhece Doctor Who?
Acredite ou não, mas o fandom brasileiro cresceu muito na virada do milênio e tudo graças a internet e aos sites de legendas de séries, que a apresentaram a uma nova geração de nerds que transformou uma série inglesa de ficção científica famosa pelos poucos recursos financeiros num cult instantâneo.
Logo surgiu o primeiro site dedicado exclusivamente ao personagem, oUniverso Who, ponto de partida para todos os Whovians brasileiros que mais tarde montaram seus próprios sites. A força dos fãs foi tão grande que seis anos depois da retomada da série na Inglaterra ela chegou ao Brasil, na TV Cultura, atraindo mais fãs.
O famoso quem estava pronto para um salto maior. E foi o que a BBC fez.
Para comemorar sua chegada ao Brasil, e sabendo do imenso Fã Clube tupiniquim da série, decidiu não apenas inserir a série em sua programação brasileira como cometer uma ousadia maior: Trazer para nossos cinemas o especial de 50 anos da série.
Após uma briga entre as redes UCI e Cinemark, a segunda venceu a batalha e começou a anunciar o “#SAVETHEDAY”, hashtag criada para divulgar The Day of the Doctor (O Dia do Doutor), episódio especial comemorativo do cinquentenário da série que será exibido simultaneamente em vários países do mundo no mesmo horário que será exibido na BBC UK.
Para uma série pouco conhecida é uma vitória, afinal, não só tivemos salas em cidades importantes do nosso país como a quantidade foi aumentada devido á procura. Para que os fãs que tiveram problemas tanto com a forma como a pré-venda foi feita quanto pela quantidade de ingressos para apenas uma sala, esta semana a rede Cinemark abriu mais salas para satisfazer aqueles que querem passar o dia 23/11 assistindo seu seriado preferido numa sala 3D.
Assista ao trailer do especial:
Abaixo segue a lista das cidades e das salas que serão exibidas o especial de Doctor Who:
São Paulo
• Shopping Market Place
• Shopping Metrô Tatuapé
• Shopping Pátio Paulista
• Shopping Metrô Tucuruvi
• Shopping Central Plaza
• Shopping Eldorado (+ 1 sala)
• Shopping Santa Cruz (+ 1 sala)
Barueri – SP
• Shopping Tamboré
São Caetano no Sul
• Shopping São Caetano
São José dos Campos
• Center vale Shopping
Campinas
• Shopping Iguatemi Campinas
Santos
• Praiamar Shopping
Recife
• Shopping RioMar
Rio de Janeiro
• Niterói Shopping
• Botafogo Praia Shopping
Curitiba
• Shopping Mueller
• Park Shopping Barigui
Salvador
• Salvador Shopping
Goiânia
• Shopping Passeio das Águas
Belo Horizonte
• Shopping Pátio Savassi
Uberlândia
• Uberlândia Shopping
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Entrevista com o Batman dos protestos

Publicado originalmente no Impulso HQ
Foto: Reuters
Após anos de apatia, o povo foi para as ruas e lutou por seus direitos. Quase todos os estados se movimentaram. No Rio de Janeiro a movimentação foi combatida com rigor. Seguiram-se tiros, granadas e muito gás lacrimogêneo. Mas toda cidade tem o herói que precisa e num momento sombrio, quando mais precisamos alguém lutou por nós. Ele, o Batman, que enfrentou os poderes e se engajou nas mais diversas causas e até foi preso por se recusar a tirar a máscara. Ele, o Batman dos protestos, que ganhou o mundo através das manchetes dos mais importantes meios de comunicação. Entrevistamos o nosso herói mascarado e descobrimos suas motivações. Leiam a seguir:
Foto de Christophe Simon / AFP
Impulso HQ: O Brasil conheceu o Batman do Rio, mas quem é o homem por trás da máscara?
E.M.: 
Meu nome é Eron Morais de Melo, tenho 32 anos nascido em 19 de abril de 1981, sou protético (faço dentaduras, roach, pivôs, etc.) e sou casado a três anos com a Aline. Sou um cara simples e brincalhão. Gosto de sair, passear, gosto muito de festa e música. Sou como a maioria das pessoas, só um pouco mais “doido”.
IHQ: Como fã de quadrinhos, você produz ou só lê? Além do Batman quais outros personagens?
E.M.: 
Sou fã de quadrinhos e de animações também, principalmente ligados aos heróis de HQ. Os heróis que mais gosto são o Batman e o Wolverine, mas também curto os X-Men, Liga da Justiça, Vingadores e etc. Na infância sonhei em produzir HQs e até mesmo desenhava como diversão, fiquei apenas lendo mesmo (é menos trabalhoso e mais divertido).
IHQ: Por que ir pra rua caracterizado como o personagem? E é claro, por que o Batman?
E.M.:
 O Batman é um herói que luta contra o sistema corrupto de sua cidade. É um símbolo de justiça contra a corrupção é um símbolo que traz esperança de mudança, um herói! Além de ser um fã de carteirinha, o que mais me chama a atenção no personagem é ele ser apenas um homem ser poderes sobrenaturais mas que mesmo assim pela sua perseverança, e inteligência ele faz a diferença e torna a sua cidade e o mundo um lugar melhor. A maior e mais importante característica do Batman é NUNCA DESISTIR.
Foto de YASUYOSHI CHIBA, AFP/Getty Images
IHQ: O que você acha da lei sobre as máscaras? Você chegou a ser preso por causa dela mesmo sem jamais ter escondido sua identidade. É um exagero ou precisamos conter os mal intencionados infiltrados?
E.M.: 
Essa lei antimáscaras é incoerente e inconstitucional. É um retrocesso social e um ato ditatorial. Até mesmo a alegação de proibir as máscaras por causa dos chamados vândalos é uma desculpa fraca pois, se com carnaval um grupo de bate-bolas ou outros fantasiados cometerem crimes ou vandalismo, o governo vai proibir o uso de máscaras no carnaval??? É claro que não. Até porque isso já acontece e as autoridades nunca se preocuparam com os mascarados infratores no carnaval. Essa é uma lei com interesses políticos de enfraquecer as manifestações visto que AS MÁSCARAS SÃO UMA MARCA E SÍMBOLO NAS MANIFESTAÇÕES.
IHQ: Fale um pouco sobre sua prisão.
E.M.: 
Na verdade foi apenas uma detenção. Fui levado para a DP identificado e liberado em seguida. Não há previsão penal para o uso de máscaras é uma lei absurda.
IHQ: Qual a reação das pessoas ao ver o Batman? Qual o tipo de impacto sua presença causa?
E.M.: 
Graças a Deus a melhor reação possível, encaram com bom humor, me apoiam e me incentivam. Eles entenderam a MENSAGEM DE INSPIRAÇÃO E RESISTÊNCIA contra a tirania do nossos governantes.
Fote: Agência Brasil
IHQ: Você tem apoiado várias causas. Você acha que sua presença reforça estes eventos?
E.M.: 
Sim acredito que o Batman se tornou um símbolo que inspira e renova o ânimo das pessoas que estão ali presente, além de muita das vezes quebrar um pouco da tensão e fazer o momento ficar um pouco mais descontraído, as pessoas me cumprimentam tiram fotos, fazem piadas, traz um pouco de alegria também.
IHQ: Como você vê o fato de o Batman ter se sobressaído numa manifestação inspirada em outro personagem? Precisamos mais do Batman do que do V?
E.M.: 
Acredito que precisamos de heróis sim e vejo em cada brasileiro um herói em potencial, tanto o Batman com o V são símbolos muito fortes. Estamos em busca de uma revolução por um país melhor. O herói já traz consigo a imagem de mudança e esperança que as coisas podem melhorar independente de sua nacionalidade, toda cultura tem a imagem de seu herói.
IHQ: Como é ter se tornado um ícone? O Batman do Rio, O Batman que foi preso virou notícia mundial até em sites de quadrinhos. Você acha que tem inspirado outros a fazer o mesmo que você?
E.M.: 
Acho que tenho inspirado as pessoas a irem as ruas e exercerem seus direitos, sejam mascarados ou não o importante é cobrar dos nossos governantes, não deixarem eles fazerem o errado e ficarem impunes.
Foto de Marcos de Paula / Estadão / Divulgação
IHQ: Você tem algum tipo de militância ou só acredita que cada um de nós pode fazer a diferença e tem feito sua parte num momento em que todos foram “chamados pra rua”?
E.M.:
 Não possuo militância. Me vejo como um cidadão brasileiro exercendo a minha cidadania e meu direito de reivindicar melhorias e cobrar e supervisionar os governantes. E acredito que isso é um direito e dever de todo brasileiro que deseja uma verdadeira mudança no Brasil.
IHQ: Você atualizou sua máscara para ficar parecida com a do novo jogo do Batman. Você acredita que teria a mesma força se o personagem ainda fosse caracterizado da mesma forma galhofa e infantil que foi nos Superamigos ou na série de TV dos anos 1960 ou isso só é possível devido a mudança de caracterização dos anos 1990 em diante?
E.M.: 
Eu vejo o Batman das manifestações tratando de assuntos sérios como a nossa realidade política e social isso requer um pouco mais de seriedade, precisa trazer mais impacto. Nesse aspecto o Batman mais aparência mais agressiva serviria para impactar e estar dentro do contexto sombrio da nossa história.
IHQ: Como você vê nosso país e seu momento atual? Como parte de muitas manifestações, você acredita que elas estão alcançando seu público alvo ou como a imprensa costuma dizer: “Muitos tem usado um momento sério como micareta”?
E.M.: 
Não vejo esse momento como ” festa ou micareta”. Eu vejo esse momento como um marco na história brasileira. O brasileiro saiu da inércia e começou a lutar pelos seu direitos. O voto e as manifestações populares são o exercício da democracia, é preciso um complementar o outro senão nada mudará.
Foto de Fábio Teixeira / Folhapress / CP
IHQ: Na última semana você teve a companhia do Batman Pobre durante a manifestação na Lapa. O que você pensa dos outros Batmen que tem aparecido?
E.M.:
 Acho ótimo, eu desejo que venham mais Batmen, Homens-Aranha, Mulheres Maravilha, Ligas da justiça. Seria bom ter mais símbolos para dar força nas ruas.
IHQ: Aproveitar o espaço para deixar o seu recado.
E.M.: 
Brasileiros: VENHAM PARA AS RUAS, LUTEM CONTRA O SISTEMA, NÃO ACEITEM MAIS OS ATOS CRIMINOSOS DESSE POLÍTICOS QUE APENAS LEGISLAM EM CAUSA PRÓPRIA. SAIAM DA INÉRCIA E APATIA AS RUAS ESPERAM POR VOCÊS.
Governantes: VOCÊS NÃO SÃO DEUSES, SÃO SERVIDORES PÚBLICOS QUE DEVEM TRABALHAR PARA O POVO E TEM QUE OUVIR AS VOZES DAS RUAS, NÓS COLOCAMOS VOCÊS NO PODER E PODEMOS TIRÁ-LOS.

Entrevista: Conheça os Whovians

Publicado originalmente no Impulso HQ

O que você diria quando descobrisse que um dos fã-clubes mais influentes do Brasil venera uma série que poucos conheciam e que ganhou fama devido a união de seus apreciadores? Estes são os Whovians, nome dado aos fãs de Doctor Who que conseguiram não só levar sua série preferida para a TV como para os cinemas de quase todo o País.
Curiosamente, a maioria destes fãs nasceu depois do hiato da série clássica, que foi exibida entre as décadas de 1960 e 1980. Mesmo pegando apenas a atual, que está no ar desde 2005, a maioria se interessou pela série clássica e seus derivados conhecendo rapidamente os 50 anos de história de seu personagem preferido.
Aproveitando a deixa do especial que foi exibido dias 23 e 24 de novembro nos cinemas em todo o mundo, convidamos três membros do grupo para uma conversa sobre a série. São eles: Matheus Moura, responsável pelo primeiro site dedicado exclusivamente à série e coordenador das traduções dos episódios, Patrícia Duarte, fanzineira, mãe e administradora do grupo Whovians RS e Yasmine Monteiro, moderadora do Whovians RJ e parte do grupo que organiza os eventos e as reuniões do grupo carioca.
Eles são a prova de que quando há um gosto em comum, todas as diferenças se dissipam.
Impulso HQ: Quando você conheceu a série?
Matheus Carvalho -
 2007 ou 2008
Patrícia Duarte – Foi a̶ ̶l̶o̶n̶g̶ ̶t̶i̶m̶e̶ ̶a̶g̶o̶ ̶i̶n̶ ̶a̶ ̶g̶a̶l̶a̶x̶y̶ ̶f̶a̶r̶ ̶a̶w̶a̶y̶ em 1987, o arco Time and the Rani com o 7º doutor, Sylvester McCoy. Tive que passar pelo hiato tenebroso de quase 20 anos >_< (só fui assistir o tele filme de 1996 pouco antes de ver a estreia de Rose, em 2005).
Yasmine Monteiro - 2006, se não me engano. Via esporadicamente e só um tempo depois comecei a acompanhar a série
Impulso HQ: Fale um pouco sobre o Fandom. Como você o vê?
Matheus Carvalho
 – O fandom é uma grande bola de timey wimey wibbly-wobbly, tem muitas discordâncias, rola até concorrência, mas acho que no fim das contas ninguém sai perdendo.
Patrícia Duarte - It̶’̶s̶ ̶a̶l̶l̶ ̶a̶ ̶b̶i̶g̶ ̶b̶a̶l̶l̶ ̶o̶f̶ ̶w̶i̶b̶b̶l̶y̶ ̶w̶o̶b̶b̶l̶y̶ ̶t̶i̶m̶e̶y̶ ̶w̶i̶m̶e̶y̶ É uma imensa família, e como em toda família são muitos pontos de vista, preferências, personalidades que diferem entre si, mas com algio em comum que os une, e nesse caso, a coisa que une o fandom de Doctor Who, é um maluco de dois corações numa caixa azul. Bem como quando a família se reúne e deixa de lado as diferenças, no Natal por exemplo, a diferença, é que nosso Natal dura o ano inteiro.
Yasmine Monteiro - É um fandom lindo, com pessoas que acreditam num mundo melhor, o que é inspirador de se ver nos dias de hoje, pois somos todos muito cínicos.
Impulso HQ: Como é ser fã de uma série que ninguém conhece?
Matheus Carvalho
 – Mas ora pois, Doctor Who hoje em dia é extremamente bem conhecida em termos de seriado.
Patrícia Duarte - Durante muito tempo não tinha muita vontade de falar sobre Doctor Who, já que as únicas pessoas que eu conhecia, que partilhavam do meu amor por ela, moravam há milhas e milhas de distância, era uma atividade solitária. Com o tempo e com o proselitismo Whovian crescendo cada vez mais dentro de mim, fui sendo impelida a porque não espalhar a palavra.
Mas é muito interessante ver, que por mais que as pessoas não conheçam tanto a série por aqui, elas reconhecem suas referências.
Yasmine Monteiro – No começo foi difícil, você procura fãs até de baixo de pedra! Hoje já é uma série bem popular, então não tem muito problema.
Impulso HQ: Matheus, você começou com 13 anos. Como alguém tão jovem consegue ser um dos mais antigos fãs da retomada da série?
Matheus Carvalho
 – Olha, isso foi meio espontâneo…Sempre quis conhecer gente com mesmos interesses e após terminar de ver a atual, passei a traduzir a clássica e postá-la no Universo Who. Acho que essas duas coisas, minha curiosidade e meu comprometimento a postar no site, me colocaram nessa posição
Impulso HQ: Matheus, você é o cabeça do Universo Who. Entrou depois que o Rod Reis e o Breno saíram, né? Como é manter o mais antigo site dedicado a série?
Matheus Carvalho 
- Então, uma correção. O Rod nunca fez de fato parte da equipe. Ele era o dono do podcast do Universo Who, digamos assim. Entrei na equipe do site na primeira metade de 2010 ainda sob a administração do Breno, que resolveu sair do site após termos problemas com a hospedagem gratuita no wordpress, isso em Setembro de 2011. E é extremamente fortuito manter o site. Afinal, foi por meio dele que vi a série atual e comecei a me interessar pela clássica. É muito satisfatório observar, que com o passar do tempo, a quantidade de views só aumenta.
Impulso HQ: A série foi mantida pelos fãs. Traduções, divulgações e reuniões. Como foi todo esse processo?
Matheus Carvalho
 – Olha, a tradução da série moderna já era realizada por legenders aqui antes mesmo de qualquer site especializado nela surgir. Me sinto no direito de afirmar que as reuniões, os fã-clubes e toda a estrutura que temos atualmente no Brasil em parte têm a agradecer ao UW, que foi a gênese de tudo isso. Os primeiros encontros de fãs no país levaram a uma experiência muito bacana. Tive a ideia de fazer o primeiro piquenique em SP e isso levou ao surgimento de grupos estaduais, assim como o UW serviu de base e até mesmo de inspiração pra aparição de outros sites, que também depois serviram de inspiração pra que cada vez mais e mais páginas, sites e grupos whovians surjam no país.
Patrícia Duarte – Fã que é fã, quer sempre que mais e mais pessoas partilhem seu amor, desde sempre, mesmo antes das facilidades da internet. Eu mesma, recebi pelo correio, muitas fitas em Betamax de amigos de fora, com episódios, por correio…Old fashion way. E com o advento da internet, começamos a procurar e fazer o download do material da série, das outras mídias, e quem sabia inglês ia traduzindo e passando adiante.
Yasmine Monteiro
 – É lindo ver essa união de pessoas trabalhando de graça para ajudar os outros fãs que não sabem a língua. Temos esperanças que com o crescimento do fandom o pessoal da BBC traga as coisas pra cá e os fãs não tenham que se exaurir dessa forma.
Impulso HQ: Os fãs fizeram com que a série voltasse à TV depois de algumas décadas e ainda pressionaram para que o especial saísse nos cinemas. Como foram as negociações?
Matheus Carvalho
 – Olha, a volta da série mudou muito o universo dos fãs e trouxe um novo gás em tudo de Doctor Who. O formato mudou, o ritmo mudou, mas a série é claramente a mesma. Aqui no Brasil, posso dizer que o esforço conjunto de algumas figuras de destaque no fandom, conjuntamente com a articulação que nós e a BBC Latin America tivemos, influenciou muito na decisão do Cinemark de não só trazer salas pro Brasil, mas como levar o número para mais de 80 sessões espalhadas de Manaus à Porto Alegre! Se não fosse cada Whovian twittando, retwittando e usando as hashtags que a mobilização usou, duvido que teríamos chamado a atenção da cadeia de cinema.
Patrícia Duarte - Cada Fã clube do seu jeito, foi tentando fazer a série aparecer por aqui, para que o fandom brasileiro pudesse ganhar visibilidade. Os Fã sites, nós aqui no Sul com eventos, pelo menos duas vezes por mês. E em agosto a BBC nos convidou para conversar. De lá pra cá, temos trabalhado com eles incessantemente. Mandando material, números…Num primeiro momento, o canal de TV à cabo passaria aqui o especial, depois de algumas campanhas, um lobby forte, conseguimos a exibição no cinema. Com humildes 4 salas, e continuamos a campanha, que culminou em quase 50 salas em todo o país.
Yasmine Monteiro - Bom, não foram os fãs que pressionaram. A BBC trava precisando de um up e o RTD veio com a ideia do remake/retomada. Ele enfrentou ainda muita má vontade de dentro da companhia, que tem um histórico de querer cancelar Doctor Who a todo custo.
Impulso HQ: Como é o contato de vocês com a BBC?
Matheus Carvalho 
- Temos contato com gente da BBC Brasil e da BBC Latin America, já tendo participado de eventos como o BBC Showcase, que rolou no RJ esse ano. Foi juntamente à BBC que preparamos todo o esquema de cobertura do especial em cada cidade, que conseguimos resoluções para problemas que surgiram pela frente.
Patrícia Duarte - Surpreendentemente, é em day by day basis. Eles são incansáveis conosco, troca diária de e-mails, chat via Facebook, e até via telefone. Inclusive com disposição à qualquer horário. A equipe é extremamente atenciosa.
Yasmine Monteiro – Fomos abordados de surpresa para comparecermos a um Showcase da emissora no Rio e a partir daí eles mantém contato constante conosco e buscam a nossa ajuda sempre que preciso. É bom ver que eles realmente parecem se importar com o fã.
Impulso HQ: Como você se sentiu ao ver o filme? Foi uma sensação de vitória?
Matheus Carvalho
 – Foi uma sensação de dever cumprido. Senti como se pudesse desaparecer do fandom brasileiro e minha marca estaria lá, de certa forma, apesar das pessoas não necessariamente saberem.
Patrícia Duarte - Apesar dos problemas que o Cinemark impôs aos fãs gaúchos, com inclusive venda duplicada de ingressos, foi uma sensação indescritível. Confesso que chorei muito antes da exibição, pois como bom Capitão de navio, frente aos problemas ocorridos aqui em Porto Alegre, me senti na obrigação de acompanhar o processo até o fim, dando suporte aos fãs. Entrei na última sala, com atraso, pois foi necessário abrir uma sala extra para cobrir a demanda, e esta sala ainda estava ocupada por outra exibição. Mas no momento em que a exibição iniciou foi um misto de alívio e orgulho, pois a maioria das pessoas não faz a menor ideia do quanto os Fã Clubes trabalharam, de quantas noites mal dormidas, e também do custo de tudo isso, porque os fã clubes tiram do próprio bolso o dinheiro para os brindes e eventos. No final, foi pura magia. E perfeição!
Yasmine Monteiro – Bom, no meu caso específico foi mais que uma vitória, foi um alívio. Ver todo o evento que organizamos no planetário, juntamente com o CJRJ, dando certo me deixou exaltada.
Impulso HQ: O que você achou do filme?
Matheus Carvalho 
- Fantástico. Moffat fechou uma era da série, acabou com alguns furos de roteiro do RTD e fez um episódio recheado pra quem é fã da série como um todo, seja clássica ou moderna. (Mas quem é fã de clássica, com certeza aproveitou mais um pouquinho…)
Patrícia Duarte - Fiquei extremamente embasbacada com o resultado. Steven Moffat foi brilhante em sua homenagem aos 50 Anos e mais brilhante ainda a maneira como ele homenageou a Série Clássica! Ele proporcionou um fanservice, mas ao mesmo tempo preencheu algumas lacunas, e trouxe Gallifrey de volta. Que era um dos meus grandes desgostos da era Russell T. Davies.
Yasmine Monteiro - Ainda não tive tempo para digerir tudo, sabe? Mas no geral gostei bastante e achei interessante a forma que a série está tomando.
Impulso HQ: Se pudesse cruzar a sua própria linha do tempo, o que sua versão atual diria para a que começou a se interessar pela série? E para outros que possam estar tomando a mesma decisão neste momento?
Matheus Carvalho -
 No meu caso, garantiria que eu não parasse na série atual, que fosse atrás da clássica, isso mudou minha vida, me fez achar tantos amigos nos mais diversos lugares nesse país. Me trouxe satisfação pessoal e experiência pra vida. Para outros, diria algo parecido, continue vendo até o fim, não se contente só com isso, vá atrás de outros whovians e se maravilhe. A série e as amizades que fiz nesse fandom jamais serão esquecidas. Vai que o mesmo acontece contigo…
Patrícia Duarte - Eu diria à jovem eu de 1989, que chorou com um bebê na parada da série, que não ficasse triste, e fosse paciente, porque ela seria recompensada, demoraria alguns anos, mas seu amado Doutor voltaria, e voltaria com força total, cercado de companheiros interessantes, e vilões ainda mais assustadores, e que ela, por causa de Doctor Who, faria amigos para a vida toda, e teria a maior família que o amor pode gerar.
Yasmine Monteiro
 – Hahahahahahaha! Nossa, difícil pensar nisso! Talvez falasse para eu tomar cuidado. Sou uma pessoa muito apaixonada pelas coisas que gosto, e DW não é exceção. O problema com isso é que as vezes me envolvo em demasia com o fandom e isso sempre traz coisas muito boas e muito ruins, e eu ainda não consegui definir para onde a escala está pendendo com DW. Só quero deixar a mais uma dica pro pessoal: vejam a série clássica, leiam os livros e ouçam os áudios. É um mundo muito maior do que vocês imaginam e ainda mais fascinante.
Impulso HQ: Vocês promovem encontros de fãs. Quando será o próximo e como os interessados podem saber mais sobre isso?
Matheus Carvalho 
- Existem diferenças de nominação e da função de cada grupo/site aqui no Brasil. Por exemplo, alguns dos sites existentes hoje em dia viraram fã-clubes, outros almejam o mesmo. Nós do UW, apesar de ocasionalmente realizarmos eventos de pequeno porte e participarmos de outros eventos, apoiamos a realização de eventos pelos grupos locais. Pelo Whovians RS no Rio Grande do Sul, pelo WHOAC no Acre, pelo Whovians BA, PE. Nos parece mais válido que cada região tenha sua representação
Patrícia Duarte - Nosso próximo evento é em 7 e 8 de Dezembro, o Anima Heroes, onde teremos uma sala temática recheada de atividades, além de um painel sobre os 50 Anos de Doctor Who no palco Multiverso às 18h no domingo, dia 8 de dezembro (www.animaheroes.com.br). Também estamos planejando uma atividade em um parque da cidade para antes do Natal, com informações em breve! É só ficar ligado nos nossos canais, ou falar diretamente com a gente, que dá pra ficar por dentro de tudo!
Yasmine Monteiro – Sempre que podemos fazemos encontros. Estamos bolando uma coisa legal para antes do episódio de natal, mas ainda é surpresa. Peço para o pessoal ficar de olho no Whovians RJ para mais informações que surgirão com o tempo.
Impulso HQ: Como o interessado pode entrar em contato com você?
Matheus Carvalho 
- É só ir no site universowho.org. Lá tem todos os contatos da equipe.
Patrícia Duarte – Através da nossa fanpage /WhoviansRS ou no nosso grupo de discussões bacanudo /groups/whovians.rs.
Nosso e-mail é whovians.rs@gmail.com e nossa webpage que está quase saindo do forno www.whoviansrs.org, no twitter @WhoviansRS e claro, comigo diretamente no Facebook ou Twitter. Muitos meios ~risos
Yasmine Monteiro - Podem entrar em contato pelo Whovians RJ, o melhor grupo de Doctor Who do Rio de Janeiro ou pelo nacional, o Whovians Brasil.

Lady Sif visita crianças hospitalizadas

Publicada originalmente em Impulso Hq
Para ser herói não basta lutar contra cientistas loucos, ladrões de banco ou supervilões. Muitas vezes é importante servir de inspiração. Lembrar que vale a pena lutar contra iniquidades mais sérias e humanas.
A atriz Jaimie Alexander aproveitou o dia de ação de graças para visitar os internos do Hospital infantil de Los Angeles vestida com toda a indumentária de Lady Sif, sua personagem em Thor: Mundo Sombrio.
Surpresos e felizes, as crianças que não poderiam ir para casa devido aos estágios avançados de suas doenças receberam um tratamento divino. Ganharam presentes, autógrafos da atriz e outros mimos como pôsteres e DVDs.
Atitudes como esta poderiam se tornar mais comuns. Além de humanitárias, são um ótimo marketing espontâneo para seus projetos.
Confira as fotos:
Parabéns Jaime Alexander!

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