sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Lira dos 50 Anos Parte 1: A Gorducha, Baixinha e Dentuça.

A Lira dos 50 Anos Parte 1: A Gorducha, Baixinha e Dentuça.

O que você faz quando alcança meio século? Que tal comemorar? Neste ano, Mônica, Vingadores e X-Men entram na meia-idade. Você se lembra da primeira vez que leu algum desses gibis? Onde você estava em Março de 1963? Pergunta idiota, né? Mas acredite, leitores de quadrinhos envelhecem e alguns se lembram deste ano.
Bem, eu aprendi a ler com os quadrinhos e não me lembro dos números da Turma da Mônica que eu tive, mas tive os primeiros. Quando eram publicados pela Editora Abril dos anos 1970 (depois disso ela passou pela Globo e hoje está na Panini), época na qual havia uma variedade maior de títulos nacionais na banca e várias editoras publicando. Eram os dias de ir pra casa de uma tia onde não tinha nada e ficar lendo todos os quadrinhos que caíssem na minha mão. E acredite, quando se era criança nos anos 70, todo mundo te dava um. Era o Passiflora daqueles tempos.
Aliás, minhas lembrança mais fortes são das paródias da cultura Pop da época. Secos e Molhados, Rita Lee, Roberto Carlos, as paródias de filmes como “Embalos de Sábado à Noite“, “Superman“, a história baseada em “Romeu e Julieta“, que pode ser considerada o primeiro crossover publicado no Brasil, afinal envolveu os dois títulos da época (Mônica e Cebolinha) por mais de um mês… Cara, eu amava aquele desenho de natal em que eles tentavam construir uma chaminé. Alguém se lembra disso? Passava direto na Globo e na TV Tupi.
Eram os tempos de ver a Mônica e sua turma em quase todo tipo de produto. Nem sei quantos bonecos de gesso eu quebrei porque tentava fazer Cebolinhas, mas sempre tirava antes do tempo, ou o quanto eu ria com as propagandas do Jotalhão e da Mônica, ou mesmo quantos banhos tomei com a linha da Phebo. Apesar de termos voltado a ter muitos produtos dos personagens, o grande boom foi durante as décadas de 1970 e 1980, quando praticamente tudo era estampado com a imagem dos personagens, até brindes de caderneta de poupança. Inspirada na Grande Rio, que fechou uma parceria com a editora Bloch e usava os heróis da Marvel como garotos propaganda, a finada poupança HASPA ofereceu vários brindes com a turminha. Teve até um disquinho.
O Jotalhão na Cica e a Mônica na Phebo
Mônica Spada e Sousa, filha de Mauricio e diretora comercial da empresa (foto: divulgação)
Não é divertido pensar que a Mônica pegou a turma do Cebolinha à força? Aquela garota emburrada que apareceu em 1963 batendo no protagonista da tira acabou ganhando tanta força que em 1970 ganhou seu próprio gibi. Os quadrinhos da Mônica e sua turma continham todo o universo de Mauricio de Souza, que aos poucos foi sendo ampliado até chegar na quantidade de títulos que temos hoje. Aos puristas que reclamam de existir uma versão mangá da turma, eu sempre indico dar uma olhada na evolução dos personagens. O estilo nipônico chegou no final dos anos 70 e ficou.  Dos anos 90 em diante passaram a assumir a influência e o resto é história.

Cartaz de "A Princesa e o Robo"
O interessante é que estamos falando de um império do entretenimento totalmente brasileiro que mais do que nunca gera produtos de mídia e outros licenciados. Todo o mundo lê, afinal, é traduzido para todas as línguas conhecidas. Quantos produtos nacionais você já viu alcançar tamanha penetração?  Isso sem contar que quem atualmente administra a Mônica é a própria Mônica. A personagem foi inspirada na filha do Mauricio, que gostou da ideia e homenageou todos os que vieram depois da mesma forma.
Talvez tudo isso explique o fato de que daqui a 50 anos outras crianças e adolescentes terão lembranças com os personagens. Não só na infância, claro. Um dos meus primeiros beijos foi durante uma exibição de “A Princesa e o Robô”.


Nas próximas duas viagens pela alameda da memória falarei de “Vingadores” e de “X-Men”.
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HQ: A Lira dos 50 anos: Os Vingadores.

A Lira dos 50 anos: Os Vingadores.

“E houve um dia como nenhum outro, em que os maiores heróis do mundo se viram unidos contra uma ameaça comum. Naquele dia, Os Vingadores nasceram… para combater os inimigos que nenhum super-herói poderia enfrentar sozinho!”
Bela frase, não? Quando você viu Os Vingadores pela primeira vez?
Com 42 anos, consegui ver o segundo boom da Marvel no Brasil. Antes, nos anos 1970, fui sócio do “Clube do Bloquinho” e, na TV em preto e branco, assistia ao Capitão Aza, Ultraman, Ultraseven e … aos desenhos desanimados da Marvel. Você se lembra deles? Eram adaptações toscas feitas a partir dos próprios quadrinhos das revistas, mas eu era criança e sonhava em viver as aventuras dos personagens.
Alguns episódios adaptavam histórias dos Vingadores, e foi quando finalmente tive contato com eles e com os X-Men originais (como fui descobrir anos depois). Aporrinhei muito meu pai para que ele comprasse o gibi (que encontrei na feira atrás da minha casa) daquele grupo de super-heróis com aventuras dinâmicas que prenderam minha atenção. Não peguei o grupo em 1963, mas li as histórias da época, que foram publicadas pela primeira vez com todo o carnavalesco esplendor de sombras e cores típico das revistas da Bloch Editores, como a Revista Manchete.
Eram histórias simples e ingênuas nas quais os personagens aprendiam a conviver e a formar o grupo que ficaria famoso na América no final da década de 60. Na fase embrionária escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby e Don Heck, eu vi o retorno do Capitão América e as mortes de Magnun e do Barão Zemo.
Na época, a Bloch resolveu lançar títulos “modernos “que faziam sucesso. Um deles, o dos Defensores, apresentou um crossover entre o grupo e os Vingadores. O curioso é que, como os Defensores só ganharam um título próprio em meados dos anos 70 e em sua revista própria Os Vingadores ainda estavam nos anos 60, o leitor teve uma visão do futuro. Na verdade, devido a essa diferença de cronologia, foi publicada apenas uma parte do encontro dos supergrupos, cuja íntegra os leitores só puderam conferir nos anos 80, quando a editora Abril assumiu os personagens e publicou os Defensores até o ponto em que puderam contar esta aventura, para depois saltarem direto para as histórias os anos 80. Mas em 1978 a editora perdeu os direitos e os Vingadores viraram sem teto.
Como na época eu preferia Homem-Aranha, Mônica e a Vaca Voadora, não me importei. Continuei assistindo na TV e só voltei aos personagens em 1983, quando Roy Thomas, John Buscema e Neal Adans narravam a Guerra Kree-Skrull dentro do mix da extinta Heróis da TV. Eu já lia os quadrinhos importados e tive contato com material realmente moderno. Na época, a Abril ainda estava tentando alinhavar a cronologia de seus personagens e era comum ver histórias dos anos 60 ao lado de dos anos 70 e até dos 80. Eles só se organizaram definitivamente perto dos anos 90, quando passaram a ter um atraso de três ou quatro anos.
Confesso que os abandonei de novo nos anos 90, época de péssimas histórias, mas voltei na virada do século quando, depois de um desastre chamado “Heróis Renascem”, trouxeram o escritor Kurt Busiek e o desenhista George Perez. George Perez e John Byrne foram parte do melhor momento dos personagens (de 1975 até 1980), e ter um dos dois de volta ao título foi uma grata surpresa. Byrne já havia assumido o título no final dos anos 80, quando fez várias mudanças na série. Infelizmente, nada que durasse muito além de sua passagem.
O retorno de Perez juntou a nostalgia do fã com a inovação das histórias. Era bom e eu fui ficando. Li Vingadores, a Queda (escrita por Brian Bendis) e tudo que veio depois com os personagens. Uma década de boas histórias. Na verdade, uma só história que ele soube fechar bem.
Pouco menos de quatro décadas depois, estou aqui para ver seu cinquentenário. E esta é uma época perfeita para ler os quadrinhos dos personagens. Desde (o mais recente) Vingadores vs. X-Men, o supergrupo mudou, acrescentou mais mutantes e virou algo novo e diferente. E vieram o filme, a animação e uma nova leva de leitores que nunca tiveram a chance de ler pela Bloch, mas leem pela Panini, pela própria Marvel, pelo Comixology (ou por scan mesmo).
Ser leitor no Brasil ainda não é fácil, mas se você não tem a barreira da língua, ainda pode comemorar o cinquentenário lendo histórias modernas, antigas… ou vendo desenho animado. Vai estrear um desenho novo deles no Disney XD este ano. Muitos falam mal dessa animação, outros falam bem, mas se você gostou da formação do filme, vai encontrar seus personagens preferidos na TV.

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A Lira dos 50 anos: Os filhos do átomo

Nos últimos dois artigos comecei um passeio pela alameda da memória que terminará neste. Goste você ou não, este será o último cinquentão da lista. Mais importante do que todos os outros, estamos no ano do cinquentenário de Doctor Who, mas, infelizmente pra você, o Doutor não é um personagem de quadrinhos e você vai ter que se contentar com os X-Men.
Quando você ouviu falar dos X-Men pela primeira vez?
Se você tem a minha idade e gosta de animações, a presença deles num dos desenhos desanimados da Marvel provavelmente passou despercebida e você os viu pela primeira vez numa animação nos anos 80, em “Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos“. Mais novo do que eu, você pode ter visto os heróis na animação dos anos 90 ou no primeiro filme dos anos 2000.
Nos anos 80 eles estavam bombando aqui no Brasil. O título “Os Novos X-Men“, de Chris Claremont e Dave Cockrun, estreou no Almanaque Marvel 4, da RGE, que havia publicado histórias clássicas da série nos três números anteriores. O grupo internacional e suas aventuras inovadoras me pegaram de jeito e, quando John Byrne assumiu a arte, eu virei fã.
Parte do motivo do salto no tempo é que até aquele momento o título não era sucesso de público nem de crítica.
Quando surgiram em 1963 eram só mais um grupo. A mutação em si já foi uma demonstração do cansaço de Stan Lee, que inventou o Universo Marvel praticamente sozinho. Não, isso não é verdade. Ele teve ajuda de Jack Kirby, Steve Ditko, Don Heck, Wally Wood, Gil Kane e de outros artistas importantes pra época, mas como ele criava o argumento e corrigia o texto quando o material voltava para suas mãos, a palavra final era sua.

Primeira equipe mutante: Anjo, Ciclope, Jean, Fera, Professor X e Homem de Gelo
O curioso é que a analogia feita anos depois de que Charles Xavier e Magneto seriam, respectivamente, o Martin Luther King e o Malcom X da editora não ajudou a popularizar o título. Afinal, mesmo com a criação dos Sentinelas (robôs construídos para capturar ou exterminar mutantes) na edição 14 (1965), esse tom de preconceito e perseguição racial e ideológica para as histórias não foi bem desenvolvido até a primeira década dos anos 70, e os personagens ficaram perdidos. Sim, eles eram os negros da editora e, como tal, só existiam para cumprir sua cota, sendo ameaçados de ir pro tronco do cancelamento ao longo de toda a década de 1960. Salvo raras exceções, eram personagens rasos e mal desenvolvidos. No desespero total, contrataram Neal Adams que, ao lado de Denny O ‘Neil, havia feito uma elogiada fase de Lanterna Verde e Arqueiro Verde.
Exatamente como aconteceu na DC e devido ao atraso normal da informação na época, o título foi cancelado prematuramente nos E.U.A. (mais tarde descobriram que vendia muito) e, diferente do que houve na concorrência, não tentaram manter a história quando descobriram o erro. Na verdade, o título permaneceu por um tempo reapresentando histórias antigas dos personagens.

Os Novos X-Men, capa de Gil Kane 1975
Os “Novos X-Men“ só surgiram em 1975, quando o então editor e roteirista Len Wein tentou criar uma equipe internacional com personagens oriundos de países que liam os quadrinhos da editora. Algo que não seguiu muito em frente, afinal Dave Cockrun ofereceu uns personagens que não foram usados durante sua passagem pela “Legião dos Super-Heróis“, e o grupo terminou tendo um demônio alemão e uma orixá africanacomo membros. Também é dessa fase o ressurgimento de Wolverine, personagem criado por Wein e que só não foi limado do título porque John Byrne resolveu dar um upgrade no personagem em 1980. Vocês imaginam X-Men sem Wolverine? Quase aconteceu, já que a versão original do personagem era carrancuda e antissocial, um animal capaz de matar alguém que olhou pra ele da maneira errada durante o café da manhã.
Quinze Almanaques Marvel e três Almanaques do Hulk depois, foi a vez da Abril assumir os personagens. A volta dos personagens em Superaventuras Marvel 14 trazia a segunda aparição do Arcade, o vilão que criou uma versão mortal do Pinball. Depois disso eles enfrentaram o filho da ex de Xavier; Jean Grey se tornou um anjo da morte, transformou um sol em supernova e matou um planeta inteiro; e, numa aventura que inspirou “O Exterminador do Futuro“, a Kitty Pryde do futuro voltou no tempo para impedir um assassinato. E isso foi só o começo.

O moicano da Tempestade
Na época, fiquei espantado com a forma inovadora que os personagens eram mostrados. Era tão bom que virou febre. Era atual. A Tempestade fez um moicano durante sua visita ao Japão e a sexualidade de alguns personagens era “dúbia”. Eles foram tanto pro oriente quanto pro espaço sideral, e a namorada de Xavier era uma princesa alienígena. Sim, eram as mudanças sociais dos anos 70 e 80 sendo refletidas nos quadrinhos, numa fase em que tínhamos histórias dos anos 60,70 e até 80 na mesma revista. Pergunte a um garoto da época qual o seu grupo preferido e ele te dirá o mesmo que eu: Xís-Men. Mesmo que a animação tenha mudado a pronúncia para Équix-Men, todos dirão o mesmo, independente da pronúncia.
Meu envolvimento com os X-Men é pessoal e eles acompanharam ou motivaram muitos momentos importantes da minha vida. Diferente dos gibis da Bloch, que até meus 8 anos eu lia em Caxias, zona norte do Rio de Janeiro, os X-Men marcaram minha adolescência e motivaram algumas situações curiosas. Nos anos 80 eu morava em Parada de Lucas e estudava na MABE. Foi quando eu descobri os importados, os sebos e os clubes. Conversas de banca de jornal ou sebos me levaram a conhecer o Gibi Clube, cujos membros acabaram se tornando donos dos quadrinhos na década de 1990, e um deles ousaria um pouco mais, criando a Comicmania, uma convenção de quadrinhos que acontece até hoje. Foi devido aos X-Men que aprendi a partilhar, afinal, meu amigo Walter e eu sempre trocávamos revistas; foi ele, inclusive, que me apresentou a fase Paul Smith nos X-Men. Em 1986, com três anos de atraso, li o casamento do Wolverine e a saga dos “Brood” nas revistas sem capa dele.

Wolverine na primeira metade da década de 70
Hoje em dia, quando todo mundo lê “Scan” ou fala de colecionismo, é difícil imaginar que as pessoas trocavam gibis, mas na minha geração a gente trocava com os colegas os gibis que tinha comprado para poder ler tudo que saía na banca. E era barato ler. Bastava não lanchar que você comprava um gibi. Isso era uma forma de socialização e, por causa dos quadrinhos, conheci o Rio todo e alguns pedaços de São Paulo. Os X-Men me fizeram querer ser desenhista. Não deu muito certo, mas se você está me lendo hoje é porque os personagens serviram pra alguma coisa.
Nos anos 80 todos queriam ser o Byrne, nos 90 chegou a vez do Jim Lee e, muito antes da Image, todos copiavam seu estilo. Antes dos anos 90 era muito difícil conseguir os quadrinhos importados. A gente tinha de brigar pelas edições e, se quiséssemos algum título X, tínhamos de chegar cedo no dia que a banca de jornais da General Osório recebia o carregamento ou conhecer distribuidores da Siciliano ou da Sodiler. Na bienal do livro de 1989 a distribuidora Devir veio pro Rio e todos conseguimos assinar nossos títulos preferidos. Na época eu já estava fazendo o fanzine Covil e troquei alguns fanzines pelo começo da fase australiana dos X-Men, ainda desenhados por Mark Silvestri. Surgiram outras distribuidoras, as gibiterias começaram a encher e, além do RPG e do “Sandman“, falávamos muito de X-Men. O problema é que foi a pior fase dos personagens em anos. Claremont havia saído e os roteiristas que vieram depois tentaram adaptá-los ao estilo da década, se esquecendo da caracterização dos personagens. Foi a década dos heróis de ação dos cinemas, e os quadrinhos copiaram isso da pior forma possível.
Nunca parei de ler, mas não acompanhava. Uma história aqui, outra ali, e era só isso. Voltei junto com o Chris Claremont e fiquei indo e voltando até que Grant Morrison assumiu o título em 2002. E mais uma vez minha vida e os X-Men se cruzaram.

X-Treme X-Men Volume 1
Calhou  de eu viajar pra Portugal na época que a revista completava 50 edições pela Devir Editorial, e consegui ler uma história especial criada por artistas locais enquanto acompanhava os encadernados de Grant Morrison e o começo do “X-Treme X-Men“, de Claremont. Numa viagem que (eu pensava) iria comprar todos os Tintins e Manaras do mundo, acabei fazendo amizade com os atendentes da Gibiteria Mundo Fantasma e com os “adeptos de BDs Americanas” da Comics Central. Assim como Morrison fez com a revista, deixei o país para acompanhar a volta ao lar de Claremont.
E a vida seguiu. Agora com os scans e a internet é fácil ler o que você quiser. Continuo acompanhando a série, mesmo que de forma lenta. No primeiro filme dos X-Men, meu filho tinha dois anos e, além do longa ter servido como pretexto pra reunião dos membros do Covil, seu lançamento foi durante a época que me separei da mãe do meu filho. Meu filho cresceu e assistimos ao terceiro filme juntos no dia do meu aniversário. Já temos um compromisso para assistirmos a “Dias de um Futuro Esquecido” ano que vem. E, este ano, fomos juntos ao lançamento da Comicmania XV, que ajudei a divulgar. Falo deles para o Pipoca Gigante e, como membro do Podcast Cruzador Fantasma, comentei sobre as novidades da saga que comemorou os 50 anos dos personagens.
A minha é só uma das muitas histórias deste cinquentenário. Algumas extremamente pessoais, outras nem tanto. A grande verdade é que os personagens são queridos e continuam sendo. Outra grande verdade é que não veremos o próximo cinquentenário, mas devido à internet outros verão o que falamos deste e se espelharão em nós, como nos espelhamos naqueles que vieram antes de nós. Eles podem até gostar de algo diferente, mas se o Superman está a 24 anos do centenário, é bem provável que os mutantes sigam o mesmo caminho.
Com os que virão depois, divido a mais clássica frase da franquia: Bem-Vindos aos X-Men, novos fãs. Esperamos que vocês sobrevivam à experiência. 
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cinema no estilo Marvel.


Desde seu começo, nos anos 40, quando ainda se chamava Timelty/Atlas, A Marvel flerta com o cinema.  Seja com o primeiro seriado do Capitão América ainda nos anos 40, nos filmes fracassados dos anos 80 ou no recentemente divulgado universo compartilhado cinematográfico, a empresa tem emplacado produções amadas e odiadas pelo público e pela crítica.
Durante a segunda guerra, os vibrantes super-heróis dos quadrinhos combatiam o eixo do mal com suas roupas em quatro cores.  No cinema, entretanto, suas história era cercadas por neblina e sombras. E foi justamente com este dégradé em tons de cinza que em 1944, o Capitão América ergueu pela primeira vez seu escudo nos cinemas.  O ator Dick Purcell vestiu a malha do Capitão América e sua identidade civil (no filme), Grant Gardner para entreter a garotada ávida por seriados de cinema.
O retorno dos personagens do universo da editora as telonassó ocorreu 33 anos depois, quandofoi lançado o piloto da Série de TVThe Amazing Spider-Man(1977 – 1979), estrelada pelo ator Nicholas Hammond, que no ano seguinte, ganhou duas sequencias:Spider-Man Strikes Back (1978) e Spider-Man: The Dragon's Challenge (1979).No mesmo ano foi lançada a série The Incredible Hulk (1977 – 1982), que teve Bill Bixby e  Lou Ferrignonos papeis principais.
Em 1966, após a reformulação que entre outras coisas rebatizou a empresa, que a partir de 1961 passou a se chamar: Marvel Pop Art, a editora começou o que seria seu investimento mais longevo: Desenhos Animados.   A série The Marvel Super Heroes transliterou personagens como Thor, Hulk, Vingadores, Homem-de-Ferro e o próprio Capitão América para a nova mídia.  A série, que no Brasil ficou conhecida como Desenhos Desanimados da Marvel, nada eraalém de animações feitas a partir de páginas dos quadrinhos decalcadas e com alguns efeitos de movimento.  O grande avançofoi a primeira animação do Homem-Aranha, de 1967, cuja primeira temporada mais fiel à série foi produzida pela  Grantray-LawrenceAnimation, mas devido a uma quebra de contrato, as duas temporadas seguintes foram dirigidas pelo conceituado Ralph Bakshi(Fritz, The Cat, Senhor dos Anéis, As Novas Aventuras de Super Mouse), que reaproveitou todos os cenários e vilões de outra serie animada que produzia: Robin-Hood do Espaço.
Com o surgimento da Hanna Barbera, os direitos da editora migraram para o estúdio que apesar de ter produzido três temporadas da série do Quarteto Fantástico (1967-1970), aproveitou os direitos para produzir uma bizarra série estrelada por um Bem Grim adolescente que ao unir dois anéis mágicos se transformava no Coisa. Exibida como um dos blocos da série de curta duração Fred and Barney Meet the Thing  (1979), a série foi o último projeto da Marvel sob a batuta da HB.  No mesmo ano, a DePatie-Freleng (Pantera Cor-de-Rosa e Derivados), que em 1978 já havia lançado a série do Quarteto Fantástico sem o Tocha Humana (a do robozinho H.E.R.B.I.E), cujos direitos na época pertenciam a Universal, que segurou o personagem para e uma série que nunca saiu, produziu em 1979 uma série com a Mulher-Aranha.
Cansada de ver seus personagens adulterados, a editora lançou o Marvel Producions, que entre 1981 e 1983 lançou três animações. Duas do Homem-Aranha (Homem-Aranha e Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos) e uma do Hulk.  Homem-Aranha e seus Incríveis amigos foi usado também como teste para a receptividade dos telespectadores a uma possível série dos X-Men, o carro-chefe da editora na época. Problemas com o licenciamento do personagem Tocha-Humana obrigaram os produtores a criar uma nova personagem com poderes flamejantes para a série, a Mutante Estrela de Fogo (Flama nos quadrinhos), que foi integrada na continuidade dos quadrinhos na edição 193 dos X-Men.
Em 1985, a Marvel voltou aos cinemas. Apesar dos filmes Conan o Barbaro e Conan o Destruidor terem ido para as telonas apresentando uma personagem comercializado pela editora, Guerreiros de Fogo (Red Sonja), adaptou uma personagem criada na fase que Roy Thomas assinava os roteiros do Bárbaro: Sonja a Guerreira, aquela que só se entregará àquele que a vencer em batalha. No ano seguinte foi a vez de Steven Spielberg adaptar mais um personagem obscuro da editora. Howard, o Super-herói (1986), transportou o Pato Howard, personagem criado por de Steve Gerber para as telonas.
Já 1988 foi o ano do Gigante Verde. A trilogia de telefilmes iniciada em O Retorno do Incrível Hulk marcou a primeira tentativa da Marvel de criar um universo compartilhado para seus personagens. Infelizmente, este filme, que serviria de piloto para série do Thor que nunca foi ao ar e os seguintes: O Julgamento do Incrível Hulk (1989) e A Morte do Incrível Hulk (1990), que também lançariam as séries do Demolidor e da Mulher-Hulk não decolaram,fazendo com que a Marvel abandonasse o projeto, que já tinha um quarto personagem planejado: O Homem de Ferro.  Ainda assim, haviam planos para um novo filmedo gigante verde: The Revenge of the Incredible Hulk,que adaptaria a série de quadrinhos em que a mente de Bannercontrolava o corpo do monstro, mas a saúde frágil de Bill Bixby não permitiu. 
Antes de entrar em recesso, mais três filmes foram produzidos: O Justiceiro (1989), com Dolph Lundgren, o Ivan Draco de Rocky 4, Capitão América (1990), que foi vendido diretamente para o mercado de vídeo e tinha um Caveira Vermelho Italiano e o Quarteto Fantástico de Roger Corman (1994), que sequer foi distribuído e é exibido em algumas convenções a título de curiosidade trash.
A partir de 1992 a Fox adquiriu os direitos dos personagens Marvelmais importantes, e produziu várias séries de animação com eles: X-Men (1992), Homem de Ferro (1994), Quarteto-Fantástico (1994), Homem-Aranha (1994), O Incrível Hulk (1996) , Surfista Prateado (1998), Homem-Aranha Sem Limites (1999) e Vingadores (1999) . Esta série de animações da FOX ficou conhecida como Marvel Animated Universe, que apesar dos roteiros fracos e da animação de qualidade variável, foi responsável pela adaptação para a TV de importantessagas dos quadrinhos.
 E foi justamente a Foxque depois de várias incertezas sobre quem seria o Wolverine dos cinemas, abriu o novo milênio com a trilogia mutante:X-Men (2000), seguidos por X-Men 2 (2003) e X-Men: O confronto Final (2006). A produtora investiu pesado no universo da Casa de idéias e com os filmes: Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), levou para as telas sua visão do primeiro título da editora.
Em 2002 chegou a vez de a segunda maior franquia da editora desencantar eter uma versão cinematográfica a altura do personagem. Após um desentendimento de anos com a MGM/UA, que até já havia contratado James Cameron para fazer roteiro/ direção numa das leituras do filme, a  Sony Picturesadquiriu os direitos do amigão da vizinhançaque na trilogia: Homem- Aranha (2002), Homem-Aranha 2 (2004) e Homem-Aranha 3 (2007), foram interpretadoslançou por Tobey Maguire e teve Kirsten Dunst como seu par romântico.
 Correndo por fora, o universo urbano da editora também foi bem representado. Demolidor (2002), Elektra (2005), Justiceiro (2004), e Justiceiro: Zona de Guerra (2008) também tentaram fazer do angustiado Frank Castle o herói de ação do novo milênio. O terror também apareceu com filmes como: Motoqueiro Fantasma (2007), que realizou o desejo de Nicolas Cage, que sempre quis interpretar um personagem de quadrinhos, Homem-Coisa, que foi direto para o vídeo em 2005 e Blade, que estreou sua própria trilogia:Blade (1998), Blade 2 (2002) e Blade Trinity (2004)tiveram Wesley Snipes no papel do caçador de dentuços. 
Insatisfeito com a qualidade de alguns derivados de suas franquias, o Marvel Studios decidiu produzir os próprios filmes e após ter sido comprada pela Disney em 2009, a renascida produtora decidiu readquiriros diretos detodas assuas franquias, o que gerou uma grandecorreria nos estúdios detentores,que para não devolverem estão reiniciando franquiascomo a do Homem-Aranha e gerando derivados de outras, como o filmeX-MenOrigens: Wolverine (2009) e o vindouro X-Men: First Class que marca o retorno dode Bryan Singer à Franquia que abandonou para se dedicar ao fracassado Superman Returns.
 Com o sucesso de Homem de Ferro (2007), o primeiro filme sob a batuta do Marvel Studios, o estúdio decidiu retomar a ideia abandonada nos telefilmes do Hulk e criar um universo compartilhado onde todos os seus personagens possam conviver. E isso abre espaço para o primeiro filme com os Vingadores reunidos em 2011. Para introduzir a possível formação do grupo, o estúdio tem lançado filmes solo com os personagens.  Foi assim com o Hulk, que após o fracasso de bilheterias de 2003, ganhou em 2008 uma releitura onde o consagrado Edward Norton interpretou o cientista assombrado pelo monstro.
Neste ano, foi lançada a primeira sequencia: Homem de Ferro 2 e os anúncios não param, pois 2011 será o ano da Marvel nos cinemas.  Thor e Capitão América pelo Marvel Studios e X-Men First Class pela Fox marcarão presença e abrirão caminho para o grande evento: O filme dos Vingadores e o novo Homem-Aranha, que se o mundo não acabar, todos veremos em 2012. 
 E este é apenas o novo começo de uma história empresa que segue galgando espaços em várias mídias.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Teste de diálogo do meu livro

Once I had a love and it was a gas
Soon turned out, I had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Mucho mistrust, love's gone behind

Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
Seemed like the real thing, but I was so blind
Mucho mistrust, love's gone behind


- Se você pudesse se definir com uma música. Qual seria? – Pergunta a ruiva esperando por movimentos elaborados e inteligentes – Você tem uma?
- Tenho sim. – Responde puxando o microfone delicadamente das mãos de sua ex.

Soy un perdedor
I'm a loser, baby, so why don't you kill me?
(Double barrel buckshot)
Soy un perdedor
I'm a loser baby, so why don't you kill me?
- Não era bem isso que eu esperava.
- Não? Jura? Você é a única.
- A ver por trás da máscara? Talvez...  Talvez algum dia você canse.  Sabe? Akiko me disse que tudo isso é por minha causa. Posso te contar um segredo? Eu nem sou tudo isso... E se o grande poder que tive foi o de destruir sua vida... Já parou pra pensar que eu que deveria me sentir miserável? Cara, as coisas não terminaram bem, eu sei, mas você mais do que qualquer um de nós deveria ter seguido em frente.  “Oh, eu sou miserável porque ela destruiu minha vida”... Juro que não esperava esse tipo de mediocridade de você.
- E o que você esperava?
- Na vida a gente não espera nada, só faz aquilo que acha certo e se arrepende depois. é mais justo assim. Lamento se te magoei, mas você me magoou primeiro e na crueldade, nos justificamos.   Era o que você queria ouvir? Olha, tenho os meus próprios problemas e isso não vai ajudar a nenhum dos dois.
- É, foi um erro. Me desculpe. Não, deixa… Nem sabia que eu ia te encontrar aqui. Foi só um acidente desagradável. Obrigado por me acordar.
-Acordar?
- É.  De você. Precisava disso pra me libertar.  Boa sorte com o Nick. Vocês dois se merecem.
- Al...
- Olha o casalzinho... Aprontando algo pelas minhas costas? Ela envelheceu bem, Alejandro?  Carne branca com partes rosadas...  Em forma. Delícia, né?
- Não faz o meu tipo.
- Interrompi alguma coisa, baby? 



I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
Oh-oh-oh-oh-oooh!
I want your love and
All yo
ur lovers' revenge
You and me could write a bad romance

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Projeto Lançamento Caminhões da Volks (2008)

Achei mais uma relíquia. Esse  foi meu primeiro trabalho no grupo de projetos especiais da Ediouro. Era uma campanha pro lançamento dos novos caminhões da Volkswagen em 2008, que acabou sendo lançada no ano passado. Juro que tenho o gibizinho aqui, mas sei bem que não saiu exatamente do jeito que ta ai. Divirtam-se. 

Nome do Job: Feliz Natal com Constelation

Roteiro: Alexandre D'Assumpção (não creditado na edição) 

Página 1
Int. sala de Jarbas - noite
Quadrinho 1-3 (tira horizontal)
Close de Jarbas atendendo um telefone.
Jarbas – Certo. Entrega no Espírito Santo... Laranjas. Acho que meu carro Truck agüenta uma última viagem, sim... Vou me despedir dele em grande estilo. Nova linha da Volkswagen? Caminhões criados pensando em nós...? Tô duro, Zé... O velhinho tem de agüentar.
Quadrinho 4 (quadrado)
Mostrar a sala de Jarbas. É simples, tem uns bibelôs e ele está sentado num sofá com um telefone clássico na mão em segundo plano. Dejanira entrando de costas na sala está em primeiro. Se for possível, trabalhe com a imagem dela grande e a dele menos, pra dar noção de distância.
Dejanira – Outra viagem, Jarbas? E o natal?
Jarbas – Essa viagem vai garantir nosso natal, mulher.
Quadrinho 5 (quadrado)
Dejanira - ainda em primeiro plano - colocando uma bandeja com o jantar de Jarbas na mesa.  Jarbas coça a cabeça.
Dejanira – Três natais na estrada, Jarbas. Duvido que...
Jarbas – Ih! Não roga praga...
Dejanira – Quer apostar que com...
Jarbas – Para de implicar com meu carro!
Quadrinho 6 (quadrado)
Close de Dejanira implicante.
Dejanira – Quem avisa amigo é.
Quadrinho 7 (quadrado)
Close de Jarbas irritado
Jarbas – Chega Dejanira!

Página 2
Quadrinho 1(tira horizontal ¼ da página)
Int. garagem de Jarbas – Noite.
(A garagem de Jarbas tem um caminhão trucado e uma Brasília amarela ao lado de vários objetos de cena jogados pelos cantos)
(plano geral) Jarbas entra puxando Dejanira pela mão. Ele está decidido a mostrar pra ela que seu caminhão não é o lixo que ela diz ser.
Quadrinho 2(tira horizontal ¼ da página)
Jarbas já dentro do caminhão dando a partida nele.
Jarbas – Vou te provar que...
Onomatopeias –  “Vrrr...” e Vários “Tlec” .
Quadrinho 3(tira horizontal ¼ da página)
Jarbas com cara de idiota sentado no banco enquanto o carro desmonta.
Quadrinho 4 (tira horizontal ¼ da página)
Plano médio em Dejanira, que está no primeiro plano batendo pé e rindo de Jarbas.  Jarbas está no segundo plano sentado no banco e com a alavanca de marchas na mão.
Jarbas – É, acho que você tava certa.

Página 3
Quadrinho 1 -
Ext. Concessionária Volkswagen - dia.
Plano geral, mostrando uma vista aérea dos diversos caminhões no pátio da concessionária.
Recordatórios:
Jarbas – Nossa, que mundão...
Zé Carlos – O nosso “mundão”, amigo. É aqui que vamos começar uma nova história.
Quadrinho 2  ocupando 2/4 da página.
Int. concessionária Volkswagen – dia.
Plano médio mostrando Jarbas e Zé Carlos sendo bem recebidos por um vendedor que lhe estende os braços. (passar confiabilidade e empatia com o cliente) O lugar é um escritório bem arrumado e eficiente.
Carlos, o vendedor - Zé! Como vão as entregas?
Zé Carlos – Boas, como sempre... Trouxe um amigo pra conhecer a nova linha da Volks.
Carlos – Qualquer amigo seu é amigo meu também.

Quadrinho 3 ocupando 1/4 da página.
Plano geral mostrando um stand com os três caminhões da nova linha.
Recordatórios:
Jarbas – Você pode me explicar melhor?
Carlos, o vendedor – Vou fazer bem mais do que isso...
Zé Carlos – Esse é o cara.

Página 4
Quadrinho 1 – 1/4 da página. 
Ext. atoleiro – tarde.
Mostrar os dois caminhões em primeiro plano saindo de um atoleiro (vindo na direção do leitor) e todos os outros parados em segundo plano.
Quadrinho 2 – 1/4 da página. 
Os dois caminhões passam por uma estrada de terra completamente inóspita.
Recordatórios:
Jarbas – Cara, isso acaba com um amortecedor.
Zé Carlos – Não com os nossos... Simbora.
Quadrinho 3– 1/3 da página. 
Mostrar várias vacas aparecendo na frente do Delievery e no espelho do carro detalhe do reflexo de Jarbas tenso.
Página 5
Quadrinhos 1-3 (formam uma tira em seqüência)
Quadrinho 1 - Detalhe de Jarbas puxando o freio.
Quadrinho 2 – Esse quadrinho é coberto por uma nuvem de poeira.  Onomatopéia – Srceeeeeeeeeeeeee (som de freada brusca)
Quadrinho 3 – Close na vaca, que não entende nada.
Balão – Muuuuuuuuuuuuuu!
Quadrinho 4 – (quadrado)
Jarbas – ainda segurando o volante - espantado com o que acabou de fazer.
Jarbas - Putz!
Quadrinho 4 (quadrado)
Close no bolso dele. Sinal de algo tremendo e onomatopéia “Trimmmmmm”.
Quadrinho 5
Jarbas (fora do caminhão) fala com Dejanira. (plano médio dele e mostrando as vacas comendo capim)
Jarbas – Oi... Não, ta tudo bem. É um caminhão tão bom que acabou de impedir um desastre.
Quadrinho 6
Close de Zé Carlos Rindo.
Jarbas (recordatório) – Não, mulher... Que isso! Bate na madeira.
Ext.Ceasa local (riso de janeiro, talvez) – Dia.
Quadrinho 1 (tira horizontal)
Plano geral dos três caminhões se aproximando no horizonte e entrando no mercado. (como se a imagem estivesse sendo vista por alguém de dentro do mercado, pois ele também vê os outros galpões)
Recordatório – Pois é, Dejanira... O carro velho não teria agüentado metade. Foi uma viagem complicada mesmo...
Quadrinho 2 (tira horizontal)
O Worker em primeiro plano sendo descarregado. Vários homens levam caixotes para uma plataforma cheia de “burros sem rabo”.
Recordatório – Agora entendo porque o Zé só compra caminhões da VW. Tá, ta certo... Aprendi a te dar ouvidos também. 
Quadrinho 3 (tira horizontal)
Plano médio dos três sentados numa mesa com um homem gordo de bigode pagando a eles.
Recordatório – Com o dinheiro que economizei de gasolina e reparos até vou poder comprar uns presentes melhores pro Diego.
Quadrinho 4 (tira horizontal)
Jarbas subindo a escada do caminhão.
Recordatório – Este só foi o primeiro de muitos natais inesquecíveis.
Quadrinho 5 (tira horizontal)
Diferente do primeiro quadrinho da página, em que eles chegaram juntos, dessa vez, eles partem cada um para um lado. (se possível, mantenha o mesmo ângulo)

Página 6
Ext. casa de Jarbas - dia
Quadrinho 1 (Ocupando 2/3 da página)
Plano geral. A “Câmera” está em terceira pessoa (a visão do Jarbas), mostrando sua traseira em primeiro plano e a família de Jarbas contente, acenando pra ele.
Quadrinho 2
Close em Dejanira. Ela está feliz e sorrindo.
Quadrinho 3
(Plano geral) Diego, feliz, se joga no colo do pai, que o abraça. (tem como pegar o momento só do abraço?)
Jarbas – Eu não disse que conseguia?
Página 7
Ext. casa de Jarbas – dia
Quadrinho 1 – (plano médio)
Jarbas retira um saco de presentes do caminhão e todos ficam maravilhados.
Dejanira (rindo)– Mas é o Papai Noel...
Jarbas – Com um bom caminhão na mão, todo dia é natal. 
Quadrinho 2 – (plano geral da casa deles por dentro)
Ext. casa de Jarbas – dia
Jarbas entra na sala da casa carregando o saco de presentes.  Na sala, eles têm dois sofás, uma TV e uma árvore de natal. Cortinas, talvez. Jarbas não agüenta carregar o saco.
Quadrinho 3 – (plano médio)
Jarbas solta o saco no meio da sala e não esconde o alívio de largar o peso.
Jarbas – Tá entregue.
Dejanira – E na véspera de natal... Esse caminhoneiro é bom.
Jarbas – Ele é quase um Delievery.

Página 8
Imagem de página inteira mostrando todos os personagens da história sentados na mesa da ceia de natal e erguendo um brinde ao leitor.
Todos – A Caminhões Volkswagen deseja a todos um feliz natal!


Artes Inéditas de Histórias da Bíblia

Apesar de ter tido uma edição publicada, a proposta da série Histórias da Bíblia era narrar todas as histórias contidas neste que é um dos ...