Mostrando postagens com marcador Sincronicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sincronicidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sincronicidade - Mahapralaya (Fragmento 2002)

Simone Marie puxa o microfone da mão de Akiko e completamente tomada, começa a cantar “One Way or another” circundando Al, que a encara incomodado enquanto limpa o suor na testa.  Nick, um dos quatro que conhece a história vai se enfurecendo, apesar de nos primeiros momentos tentar se distanciar do ex casal.

- Não contava com isso... – Reclama Akiko – Saco!
-Isso o que?  - Indaga Catarina, que acompanha enquanto Nick vai até o bar e se enamora de uma das garrafas.
-Confusão.
-Mas é só uma música...
- Não... É problema.

Simone Marie se aproxima cada vez mais de Al, que tenta de todas as maneiras se distanciar dela.  Num momento, ela se aproxima o suficiente para beijá-lo e no instante seguinte, Nick volta com uma garrafa quebrada nas mãos e seus habitual sorriso sarcástico.

- É Minha! Ou você acha que é só chegar e querer pegar de volta?

No instante seguinte, o único som que todos escutam é o da queda do microfone.  Todos ficam parados sem realmente entender o que estava acontecendo.

- Mas não é nada disso...  – Defende-se Al percebendo que o Roqueiro estava fora de si, assim como sua esposa.
- Eu conheço a história... Vai querer me enganar? Não rola nem vontade de um revivalzinho básico com a namoradinha que virou um mulherão.

- Não.  – Responde olhando para uma Simone Marie ainda sem ação – De onde você tirou essa idéia.

- Da história...  Por isso ela queria tanto vir.
- Nick... – Retruca Simone Marie já na mira de  todos os Flashes  que  conseguiram uma história  ainda melhor do que o casamento de uma jornalista judia.  – Você tem de estragar  tudo, sempre?

Furiosa, ela percebe que está sendo usada  como um factoide para seu marido se manter na mídia. Seus sentimentos... Seu passado. 
“Não há nada sagrado pra esse louco?”  - Pensou olhando os olhos castanhos escondidos por trás do cabelo.  Cada vez mais furiosa, vai juntando forças, até  avançar  sobre ele num único soco. Desavisado, o ídolo beija a lona num único round.  E ela fica sem ação ao  finalmente perceber o que fez.  Olha para o marido desacordado e sabe que isso terá um retorno caro.
Os flashes explodem mais uma vez e o primeiro a se revoltar é justamente a grande vítima.

- O show acabou, gente.  – Comenta Al tentando  distanciar a imprensa ávida por uma nova  foto da  situação.

-Saiam! – Gritou Mila  do alto da escada ao perceber que ninguém respeitou o pedido sutil de seu amigo.  – Se  alguém vai cobrir isso, sou eu!  Compro todos os filmes e  quero saber  quanto  cobram pelo silêncio.

A multidão olhou para  cima e começou a pensar em cifras, o que garantiu o  silêncio das momentos seguintes.

- Você andou praticando ou escondeu uma ferradura debaixo da pele?  - Comenta o editor tentando amenizar a  situação.

Com um sinal, os seguranças  do local levantaram o grego desacordado e o depositaram no sofá.
- O pior é que eu sei que só o ego dele saiu realmente ferido... -  Comenta olhando para Simone Marie.
- O que ainda falta acontecer? Será que o maldito universo conspira  contra nossas reuniões?  Será que algum  dia vamos nos ver sem que algo ruim aconteça?  Bem, pelo menos dessa vez  foi só o Nick.
Ele olha para os lados e percebe  a falta de um dos personagens principais..

- E o Al, onde está?
-No banheiro... - responde Akiko.
-Espero que não o tenham assustado. Sabem o quanto é difícil tira-lo de casa?  Passei  cinco anos tentando!

Sincronicidade - Todas as primeiras vezes (parte 3) 2002

Catarina

Dois tempos atrasada... Ela ainda se acostumaria com isso se fizesse mais de uma vez pela semana, ao mesmo tempo em que se sentiria à vontade fugindo do colégio para mais longe do que realmente quisesse.
As ideias explodiam na cabeça de “Kitty” com a mesma velocidade que desapareciam e eram substituídas por novidades da mesma leva. Ainda assim, não havia saído do carro de sua mãe, que insistia na mesma tecla a mais de dez minutos: O “Bar-Mitzvah” do filho de uma amiga, que ela tanto gostaria que conhecesse. Se soubesse que estava namorando o filho de um torturador foragido, ela não apenas a mataria como a deserdaria imediatamente.
Um bando de Neonazistas descobriram a origem de Andréas e se alojou na porta de sua casa. Não se viam há uma semana, desde o começo. Não seria seguro para uma judia, mesmo que esta fosse da “divisão da “diversão”[1]. O bando de loucos que cercam o “santuário” dificilmente pensaria em sexo como uma necessidade vital tão grande a ponto de um “Kieffer” desonrar sua linhagem”.
O que dizer dela? A que nunca deveria ter sido. Colégios faziam uniões extremamente dispares, principalmente quando o dinheiro pode comprar novas identidades e histórias pessoais completamente diferente das originais.

Andréas.

O silencio como eterno companheiro. Sempre foi assim, entretanto, nos últimos dias, tem sido ainda pior. O tipo de solidão capaz de desesperar.  Ainda maior que a habitual. Num país tão maluco quanto o nosso, gente como ele acaba se tornando ícone de todos os tipos de causas perdidas. Andréas sequer conheceu seu pai, tudo que sempre soube foi que em algum momento de sua vida, ele conseguiu reunir um montante de dinheiro grande o suficiente para reerguer não apenas sua vida como para impedir que seu filho pagasse por seus pecados. Quais? Apenas recentemente as verdades vieram. A palavra “Nazista” ainda ecoa pelas paredes do luxuoso apartamento mal localizado.
Um bilhete entregue para sua tia, a mãe de Tabitha, assinou a sentença de morte de sua paz de espírito. Detalhes sobre as ações de um pai hipotético e uma inesperada declaração de amor incondicional. A surpresa, o impossível. Nada seria como antes, a partir de então.  Sua consciência pesada fez o resto.  Numa entrevista sobre alunos especiais, ele não segurou e revelou seu “segredinho sujo” em rede nacional. Na semana seguinte, jornais, revistas, TV e todos os tipos de interessados. Pegaram sua vida privada e deram descarga. Tudo graças a ele, que não conseguiu segurar o segredo, principalmente após tantas provocações e insinuações.
Com uma “batata quente” nas mãos, o colégio decidiu “suspendê-lo temporariamente”, ou qualquer palavra usada para o ato de distanciar um problema e alegar que não tem qualquer ligação com o assunto.  Hipócritas. Para provar sua bondade para com ele, mandaram todas as provas e exercícios através de sua prima e amigos. Um bom colégio de mentalidade aberta... Nada como aparecer bem na foto.  Todos desejam uma boa divulgação na mídia, principalmente no trato com “alunos problema”.
Em segredo, longe de todos os amigos e demonstrado apenas por seu olhar, Andréas estava “quebrando”, vendo inimigos por todos os lados, principalmente depois que um manifestante pelos direitos humanos lançou uma granada na portaria de seu prédio. Sempre teve vários problemas, problemas de comportamento e segredos, mas não um monstro. Sua namorada é uma judia convicta, de família ortodoxa. Não seria esta uma prova de que seu ponto de vista e o de seu pai já se distanciavam a partir dali?
A família de Catarina também começava a desconfiar dele, estaria ela com um pensamento diferente?
 Durante as últimas noites, tem sonhado com uma mulher hispânica vestida com motivos indianos, uma simbologia que - quando lembrar – perguntará a Akiko. Neles, a mulher sempre traz a promessa de que toda a sua vida se acertaria quando eliminasse todas as amarras sociais. Promessas numa voz sensualmente áspera que ainda ecoa no seu despertar.  Promessas de uma razão além da razão. Algumas vezes, ele se indaga se esta não seria uma proposta lógica.  Já aprendeu a não discordar mais da voz durante suas afirmações de que ninguém mais confia nele, nem mesmo seus amigos e parentes. Se confiassem, eles o veriam com mais frequência, mas um grupo formado por minorias nunca se esqueceria de sua origem. Não é mesmo?
Bem, Kramer tem sido uma boa companhia. Kramer, o amigo alemão, que sempre o acompanhou apesar de todos os problemas e cobranças de seu pai. No fundo, os dois se entendem... Tem as mesmas ideias e uma origem semelhante, conforme lhe foi dito confidencialmente pouco tempo antes.


[1] Em Inglês, “Joy Division”, uma área dos campos de concentração em que colocavam as melhores mulheres judias para servirem de prostitutas para os oficiais nazistas. Também é o nome de uma das mais famosas bandas Góticas dos anos 70\80.

Sincronicidade - Todas as primeiras vezes (parte 2) 2002

mesmo.  Suficientemente rápida para que Nick – e os outros passantes – vissem a cena como mais um dos acidentes do “Estranho Al” e não como o primeiro contato.
Ela aceitou de bom grado e deu um sorriso tímido. Pelo resto do dia ele ficaria com a imagem daqueles profundos olhos verdes extremamente expressivos enviando uma mensagem que só ele entendeu.
-Obrigada. – Disse com sua voz contida, quase sussurrada. – Você é um doce, sabia?

Al simplesmente levantou a cabeça e olhou para ela com um sorriso nos lábios.

- Olha... Não sei se ele já nos apresentou. O Homem que te derrubou se chama “Al” e eu sou o Nick. Nova por aqui, certo?
- Algumas vezes me indago se não sou nova em todos os lugares. Mudanças são tão constantes que nem sei mais onde estou. Bem...Sei sim. Aqui, estou perdida. Alguém pode me dizer onde fica a sala da 8ª “A”? Já entrei até no banheiro por engano.
- Lugar bem atraente, imagino... Mas não creio que as aulas de lá sejam muito interessantes... Elas fedem!
- Serei seu “Cicerone”. – Diz Al quebrando o silêncio - Posso?
- Sim, adoraria. Quão cavalheiro senhor “Al”.
-É, ele fala pouco, mas quando fala faz o certo. – Comenta Nick ainda sem acreditar na reação de seu amigo que nunca deu muita atenção para mulheres quanto deu para qualquer outra pessoa. Se o apelido deveria ser mudado ou aquele momento era o prelúdio de estranhezas ainda maiores, só o futuro – e não um estupefato Nick – Diria.

Recreio.

“Al” está sorrindo...”– Pensa a oriental quando passa por ele e dá seu costumeiro beijo de bom dia. Algumas matérias os distanciaram este ano, entretanto, ainda tenta manter o contato. Piadas práticas e os costumeiros avisos de que o jornal da escola precisa ser” tocado “surtem o efeito desejado mesmo que ele esteja aéreo demais para perceber qualquer coisa que não o” estalinho “dado para chamar sua atenção. Conhecendo-o como conhecia, sabia ser este um momento perfeito para buscar outra companhia e não tardou a encontrá-la, caminhando para o banheiro de meninas: A Menininha Ruiva. Apressou discretamente o passo para que ninguém – nem ela – percebesse que com tantas coisas pra fazer, Akiko estava perseguindo uma aluna nova. Trombam-se no exato momento que a” novata “sai do banheiro e o pedido de desculpas torna-se o motivo perfeito para um” bate-papo ameno“.

- Ih... Desculpa ai, ta? – repara a oriental – Ando tão distraída por estes dias... Nem te vi.
- Tudo bem, “sou pequena...” – Ironizou a ruiva com uma pitada de raiva em seus olhos verdes.
- Lugar comum, certo?
- Trombada forçada é meio velhinha... – A ruiva estende a mão para a oriental num ar convidativo - Vamos fazer o seguinte: Meu nome é Simone Marie. O seu é...
- Akiko, Akiko Tsuburaya... – Responde a oriental sem jeito e com um sorriso sem graça – Você é nova aqui, não?

- Fui transferida da capital... Ainda não conheço ninguém aqui.
-Ninguém, Ninguém? – Empolgou-se – Completamente virgem?
- Em todos os sentidos da palavra, creio. – Responde a menina, fingindo não entender a piada.
-Coisa rara hoje em dia...
- Ainda acredito no “Sr. Homem Certo”.
Akiko tira os óculos de Simone Marie e os coloca sobre a cabeça.
- E eu acredito em duendes.

Simone Marie olha para a Akiko e não consegue conter o riso enquanto retoma os óculos.

-A casa agradece... – Responde Akiko, percebendo a receptividade da novata.

Coçando a cabeça, ela se lembra de algo e comenta: - Ah, sim... Conheci Al Rodriguez! Mas já me disseram que se eu quiser manter uma boa fama, devo me afastar dele. Dizem até que ele dormiu com um bode...
Sem conseguir conceber tal situação, Akiko desanda a rir. Nunca tinha visto seu amigo com qualquer outra mulher que não ela e as poucas integrantes de seu grupo de amigos, mas daí a dizer todas as sandices que andam por ai...  Ele havia se tornado o “Bicho-papão” do colégio. Sem motivo.

- AL Rodriguez é a pessoa mais doce que já andou na face da terra...Nunca te faria mal.
- São amigos...? Digo...Vocês são só isso? – Indaga a menina deixando a oriental com uma ponta de dúvida sobre seus verdadeiros interesses.
- Só amigos e como pode ver: Não como criancinhas ou sou um tipo de ET. Claro, sou tão normal quanto uma oriental num estado de filhos de portugueses pode ser...

Simone Marie não consegue conter o riso. Ela havia sido rude e ainda assim, a resposta foi uma fina ironia. Estilo, aquela menina tinha e sabia sobre o garoto que atraiu sua atenção. Seria uma boa informante.

- Me mostra o colégio, “Ki”? Seu amigo disse que faria, mas não cumpriu a promessa.
-Mostrar eu mostro, mas “KI” é o diabo que te carregue, tá? – Comentou bem rabugenta.
-É mais fácil de lembrar...
-Você é bonita demais...Não vou te esquecer.
-Ei! Eu estava falando de você... – Implicou ao perceber o verdadeiro teor do comentário.
-Vem! –Puxou-a pela mão e saiu apresentando tudo que havia ao redor – Vou ao inferno por ter bom gosto?
- Não, meu ego agradece, mas não espere beijos no primeiro encontro.
-Menina, juro que estava esperando tapas ou gritos.
- Só não espere cama, o resto você pode conquistar.
-Ok, uma nova amizade é sempre bem-vinda.
-Você vem dizer isso pra mim? Sou a novata!
-Não por muito tempo...
-Socorro... – Ironiza a ruiva fingindo-se de vitima.

Sincronicidade - Todas as primeiras vezes (parte 1) 2002

nterlúdio - Os Anos Dourados.

Parte 1: Todas as primeiras vezes.

Akiko.

A oriental olha para as novidades. O primeiro dia de aula sempre precisa ser visto como uma massa modelável para uma mente criativa aproveitar. Ainda assim, o tédio quase palpável fazia com que buscasse desesperadamente por qualquer fragmento de novidade durante sua busca por rostos conhecidos. Sua posição privilegiada, acima de todos na arquibancada do colégio ajudava, e muito, ainda assim, o ano parecia sem grandes promessas.
A quantidade de mentes vazias prontas para serem preenchidas com qualquer besteira acadêmica ainda a apavorava, principalmente as ditas por sombras que se julgam maiores que os vivos. Alguns alunos se dedicam para serem – no mínimo – equivalente aos que vieram antes, conformando-se com todas as propostas e promessas. O prazer de estarem no colégio que formou presidentes e outros influentes. “Besteira...” – Pensava enquanto fazia suas palavras cruzadas.
Sua atenção foi desviada uma única vez, para olhar a bela menina ruiva de olhos verdes. No meio de todos os outros, ela chamava tanta atenção quanto um diamante entre pedras. Chamou-lhe uma atenção ainda maior quando percebeu as duas esmeraldas olhando fixamente para ela, como se a menina tivesse percebido sua presença no meio de toda a multidão.
“Impossível!” – Pensa – “Deve haver algo bem próximo a ela, na minha direção...”.
No entanto, ela continuava olhando em sua direção, quase a encarando. Mesmo que parecesse impossível devido a sua posição.  Num momento quase irônico, a menina chegou a acenar para ela. Quando se reencontrarem, perguntará sobre o incidente à “menininha ruiva” e se surpreenderá com a resposta.
Do outro lado, Gonzaga, o inspetor de alunos a encontra. Com o faro de um perdigueiro, ele sempre sabe quem está aonde. Uma piada comum entre seus amigos é que ele deveria desenvolver sua “P.E.S.” latente. O homem parece reconhecer todos pelo cheiro. (Quando resfriado)
-Para a formação, Tsuburaya! – Grita o velho a plenos pulmões – Quer começar o ano na detenção?  Eu adoraria provar que você e seu grupo de marginais disfarçados de alunos “Nota 10”.

Akiko sorri. Sabe que não seria difícil provar suas pequenas contravenções - Se ele fosse realmente inteligente - ainda assim, não conseguiu nada. Não seria interessante para a escola destruir a imagem de seus “embaixadores”, o grupo que sempre os representa em todos os momentos que querem “punhetar” seu ego espezinhando outros colégios ainda mais tradicionais. O estrelato traz regalias.
- Não precisa dizer duas vezes, “Mon capitan”.


Cinco minutos antes: Al e Nick.



O que se pode dizer sobre Alejandro Rodriguez? Mesmo seus amigos o consideram calado demais, estranho, quando dito em comentários mais educados. O “Estranho AL”, apesar de tudo é um grande amigo, quando ele e os que compreendem sua necessidade de viver de tempos em tempo, num mundo só seu permitem. Pessoas como Nikiforus Joanis Philipis Junior, o eventual “Sancho Pança” de seu “Don Quixote” e sua companhia no momento.
- Mais um ano, certo Sr. Bond?
-Nick, você nunca vai ser o Roger Moore!
-Eu prefiro o Sean Connery. Estilo.

Nick se vira e aponta para a ruiva que entra pela roleta do colégio.

-Bicho, aquilo é estilo!

Al se vira e a cena parece acontecer em câmera lenta, poesia em movimento. Ele sempre foi indiferente a tudo e todos, ainda assim, não conseguia tirar os olhos da estranha menina ruiva, uma mulher com luz própria. Percebendo, seu amigo lhe dá uma cotovelada.

-Acorda, idiota!
-Hã?

- O fogo queimou seus olhos, “Charlie Brown?”.
- Nossa... – Responde ainda sufocado – Quem... ?
- Aluna nova... Também não conheço. Mas sei muito bem o que faria com ela... Noites a fio.
- Você só pensa em sexo?
- Não, na maioria das vezes, também faço.
- Elas não servem pra outra coisa, “Casanova”?
- Um dia você entende, Frankenstein.

Alheia a tudo, a ruiva simplesmente atravessa o corredor perdida entre vários mapas e outras anotações ainda mais absurdas que tenta segurar. Dando um passo no vazio, ela tromba em Al, que perde o equilíbrio e os dois despencam. Caindo sobre ela, ele ainda consegue tempo para olhar no fundo dos seus olhos verdes e lutar contra a timidez, a gagueira e todos os outros pensamentos que se passaram por sua cabeça no momento. Percebendo o ridículo da situação, levantou-se e deu a mão para que ela fizesse o

Artes Inéditas de Histórias da Bíblia

Apesar de ter tido uma edição publicada, a proposta da série Histórias da Bíblia era narrar todas as histórias contidas neste que é um dos ...