sábado, 12 de junho de 2010

Trampo para um shooting (rejeitado)

Pensei em algo um pouco sombrio e crítico, mas dentro do estilo
chocante de vocês.
A ideia é pegar uma família com cinco pessoas (Pai, mãe, filha
adolescente, uma pré-adolescente e o bebê, que será servido no jantar)
para baixa que está sentada à mesa para um momento coletivo. Só que
todos estão presos nas cadeiras por arames ou cordas e estariam
tentando se livrar das amarras, pois não querem estar ali.

ü  Como a ideia é falarmos da desintegração da família, colocaremos
essa “ceia” num ambiente decadente, cheio de sacos de lixo e outras
traquitanas; A própria família será retratada como algo decadente que
não se entende muito. Isso será visto pela linguagem corporal dos
pais, com rejeição gestual, da filha adolescente (gótica ou Rocker
meio Punk) cuja rejeição ideológica a distancia dos pais e da filha
pré-adolescente (funqueira), que está pegando as sobras da ceia
sentada num quadrado de jornal colocado ao lado da mesa.

ü   A filha Adolescente demonstra seu repúdio dando migalhas para a
pré-adolescente. A pré-adolescente se comporta como um cachorro feliz,
fazendo festinha por receber o pouco que ganha. Brincamos com a
rejeição entre as duas com uma imagem sutil da pré-adolescente
querendo saltar no colo da adolescente, que dá um empurrão nela com o
pé, quase perfurando seu corpo com o salto agulha de seu sapato;

ü   A mãe está olhando com certa tristeza para a bandeja (de prata)
onde está o bebê, que lembra um leitão com uma maçã na boca. Já o pai
tenta esconder o sorriso de alívio e o prazer do que vai fazer. Ele
está com a faca e o garfo para cortar e servir o jantar.

O conceito dessa foto ou série de fotos é justamente passar uma cena
mais angustiante do que assustadora e mostrar o quanto a família atual
está se esfacelando. O bebê morto simboliza o aborto, a distância
entre os pais e a diferença nas roupas deles simboliza a atual
diferença entre as cabeças da família. A mulher está mais bem vestida
porque é ela que sustenta a família. A filha gótica e a funqueira
mostram a diferença de opinião entre as relações, assim como as
costumeiras discussões entre irmãos e  as irmãs mais novas que tentam
copiar as mais velhas, apesar das duas  terem influências e mundos
diferentes.  Um elemento interessante é que todos estão sutilmente
tentando se livrar das amarras, que ficariam representadas na mesa por
cordas ou arame farpado, que os prenderia nas cadeiras e seria a
representação do desinteresse ou da falta de tempo da família pra se
reunir.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Páginas de projeto recente



Arte de Nestablo Ramos Neto

Merril Bainbridge - Mouth

Na época, eu ouvia Merril Banbridge pra caramba . Justamente por isso, sempre imaginei "Mouth"  como a abertura da série. Descubram o motivo.



I feel like I've been blown apart
There are pieces here
I don't know where they go
I don't know where they go
Kiss me on my salty lips
I bet you feel a little crazy but for me
We'll be famous on t.v.
Would it be my fault if I could turn you on?
Would I be so bad if I could turn you on?
When I kiss your mouth I want to taste it
Turn you upside down, don't want to waste it
I jump on you, you jump on me
You push me out and even though you know
I love you I'd be inclined to slap you in the mouth
When I kiss your salty lips
You will feel a little crazy, but for me
I'll be famous on t.v.
Now, will it be my fault if
I take your love and throw it wide?
You might restrain me,
But could you really blame me?
And you will feel you're blown apart
All the pieces there will fit to make you whole
And I know where they go


A versão na cena  também é interpretada pela Bainbridge. 

Música da cena anterior

BEING BORING Lyrics

Artist: Pet Shop Boys 
Album: Behavi


(Tennant/Lowe)
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I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
"Dress in white" one said, with quotations
From someone's wife, a famous writer
In the nineteen-twenties
When you're young you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door
She said: "We were never feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end

When I went I left from the station
With a haversack and some trepidation
Someone said: "If you're not careful
You'll have nothing left and nothing to care for
In the nineteen-seventies"
But I sat back and looking forward
My shoes were high and I had scored
I'd bolted through a closing door
I would never find myself feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You'd be sitting somewhere here with me

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

And we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never being boring
We were never being bored
'Cause we were never being boring
We were never being bored 

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Gosto muito de Bein Borin... Muito mesmo. Todo o jeito introspectivo da música meio que lembra o clima do relacionamento dos dois, que foram separados por muito tempo e se encontraram por acidente muito tempo depois.  Por isso, a música teria  duas funções na série. Além de ser o tema do Assumpção, ela serviria de tema de encerramento. 

Fragmento de A&S Versão 2001

Simone se levanta e começa a fazer passos de alongamento de Balé, usando a parede como base e levantando a perna quase até o queixo.

Simone – Lembra da “Dona Julinha”? Você  vivia se escondendo na sala dela pra me ver.
Assumpção –Putz! Quando ela me descobriu  quase  fui expulso.
Simone rindo e apontando para as pernas – Tudo por causa  disso...Você é um tarado, Alexandre... pedófilo.
Assumpção arremessa uma almofada nela – Ei! Sempre tivemos a mesma idade!

Assumpção olha para Simone, se levanta e começa a imitá-la, só que ele é todo  duro e não consegue, por  isso  começa a “bater cabeça”.
Assumpção – E quer saber de uma  coisa? Eu te vi tanto que aprendi!
Simone  começa a estapear Assumpção – Para  com isso...Você é muito duro!

(A grande tirada aqui é que os dois já estão bem altos)

Assumpção  cínico– Faz um quatro, Nonnie...

Simone tenta, mas já está meio tonta, tropeça e cai em cima dele, num beijo extremamente acidental. Os dois  começam a rir.

Simone – Bateu...
Assumpção ri e dá um beijo na testa dela – Absinto mata.
Simone – Mata nada! Depois do pastel de botequim  que servem na agencia...
Assumpção – Você  comendo pastel de  botequim ?
Simone olhando bem triste para Assumpção – A idade está chegando, sabia? Se você soubesse as coisas  que tenho de me submeter...
Assumpção – Idiotas... Como podem tratar assim a mulher mais linda  que já vi?
Simone olha para Assumpção  com um olhar espantado – Repete isso sóbrio...
Assumpção – Você é muito ingênua, Nonnie.

Assumpção vai até a pilha de cds e puxa o cd da Merryl Bainbridge(Mostrar a capa)  Ele  começa a imitar a dança do piano do  filme “Quero ser grande”. Reconhecendo, Simone cai na gargalhada.

Simone - Putakipa... Você é muito bobo...
Assumpção – Por isso você sempre volta.

Simone se aproxima, afaga os cabelos de Assumpção e  suspira.
Simone – Não é só por isso...

Os dois se aproximam e trocam um abraço mais  forte que vira um beijo relutante.  Simone  fica por  cima de Assumpção e olha direto nos seus olhos de um jeito terno. Aqui a cena vai ficando com uma iluminação cada vez mais romântica e o som da música ainda mais incidental.  A música que vai  tocando é “Being boring”. O pedaço certo seria este:

“All the people I was Kissing(...)”

Os dois meio que vão se entregando ao clima. Relutantes a princípio, vão se tornando cada vez mais intensos.

Simone  - Senti sua falta, sabia?
Assumpção cínico – Eu sei.
Simone dá uns tapas nele que  fica sério por alguns momentos.
Assumpção – Ta, eu também... Dá pra parar?

Os  dois se entreolham e vão ficando cada vez mais atraídos um pelo outro, trocando carícias  que  viram um beijo.
A câmera vai descendo até o chão, quando dá um “Fade out” que  dura três segundos antes de de dar um “fade in” sutil. A câmera se move e vai até a porta, que se abre com os três entrando e depois desce novamente, indo para o chão, mostrando uma trilha de  roupas  que leva ao quarto de Assumpção. Hell puxa uma calcinha bem grande, do tipo não sexy  que está no chão, olha e mostra pra todos.

Hell – Quem iria imaginar...

Nick puxa a calcinha da mão de Hell e a joga novamente no chão com um olhar de desaprovação. Nick olha para o buraco da fechadura e  sorri.

Nick  sorrindo – Eu sabia...
Anderson – Putz...Aconteceu mesmo?

Nick se  vira pra Hell fazendo sinal de quem está cobrando  algo e  ele retira relutante uma nota de  cinqüenta reais  do bolso, entregando  com uma cara de poucos amigos.

Hell – Saco...


Fecha para os créditos finais e o tema de encerramento.






Sobre A&S 2001

Quem  gostou das idéias do A&S pode aguardar novidades...
É curioso ler esses fragmentos. A idéia era pegar gente conhecida e tirar sarro de todos os pontos que pudéssemos. O curioso é que haveria  uma rotatividade grande de personagens coadjuvantes.  A idéia era tirar o foco do "grupo de amigos" e apresenta-los em larga escala.  Alguns voltariam e outros ficariam. O apartamento da Simone é o mesmo de outro projeto meu, "As Rosas" e na série, a inquilina do apartamento foge pra não pagar o aluguel, mas deixa uma sacola  que sempre tem alguma surpresa esquisita.  A idéia era explorar essa sacola em alguns episódios de A&S e deixar bem claro que com a saída da outra personagem, ela não poderia pagar o aluguel sozinha, o que começa uma rotatividade grande de personagens femininos que se arrastaria até o final da temporada, quando finalmente seria revelada a inquilina definitiva. Essa idéia seria uma tentativa de quebrar a estrutura da série em diversos momentos, dando o spotilight pra essas  completamente diferentes, algumas até bem esquisitas.

Fragmento de A&S Versão 2001

Hell – Vai uma almofadinha ai? Sei lá... De repente...
Angie  - E este é o normal dele?
Simone  - E eu que sei? Conheci ontem e já me arrependi.
Simone – E você faz o que, Angie ?
Angie – Programas.
Hell olha para  todos – A Letícia vai ter  companhia?
Nick – Cala a boca, idiota!
Simone – Hã... programas?
Angie – É, Delphi, Java... Essas  coisas.
Simone – Ufa!
Hell – Pelo menos ela não tenta ser modelo e manequim beirando os trinta.
Assumpção – Você perde grandes chances de parecer inteligente.
Hell – Mas tenho estilo.
Angie olhando para A&S – Hã...Vocês são namorados, certo ?
Assumpção  – Parecemos?
Simone irritada – Tai uma  boa pergunta.
Anderson – Eles já foram casados, acredita?
Angie – Sério, “cabeçudinho”?
Assumpção tentando desconversar – É, anjinho... isso também.
Hell – Peça pelo número e  volte para o número um depois de ter  sido traído pelo  dois.
Angie – Era pra  eu entender isso?
Simone – Não, pode esquecer qualquer  coisa dita por ele.
Assumpção – Só precisa entender que não estamos juntos...
Simone com olhos tristes – Que pena...
Angie – Vocês são muito  complicados...
Anderson – Depois piora... Casados! Os dois foram casados e eu nem sabia.Conheço os  dois há quase dez anos...
Simone – Você não é muito brilhante. Se até ela percebeu...

Hell olha para Simone oferece um pedaço de “Cheesecake” com cobertura de amoras, mas toma-o imediatamente e  começa a se deleitar . Simone faz  bico e  vira cara.

Simone – Eu também não queria, sabia? Estou adorando  comer só rúcula e aspargo.
Nick – Esses  dois ainda vão se matar.
Assumpção – Ô Nonnie... Ele ainda não pagou a metade dele no aluguel, tá? Matar só depois do dia 15.
Simone – Porque não vem morar  comigo? Tenho espaço de  sobra...
Angie – Putz, eu queria tanto morar no centro...
Simone  - Você paga as  contas?
Angie – Acho que sim...
Simone – Vem morar comigo então, ué? Tô desesperada mesmo...
Angie – Quando posso ver ?
Hell – Nossa, um Deja-vu...


Cena 4-

Interna, apartamento  de Hell e Assumpção. Assumpção está sentado na frente do PC e Hell dando socos num saco de pancadas  com a cara da ex dele, a Beatriz.

Hell – Como está a Internet, Assumpção? Já falou com ela? Ela me ligou,sabia?
Assumpção – Novidade antiga, já está ficando chato...
Hell – Mais  do que um certo casal que nunca se assume?
Assumpção – Somos só amigos! Odeio me repetir...
Hell – Sem problemas...
Assumpção – Você  fica um saco sem sexo, sabia?
Hell – Como  você  quando não recebe?
Assumpção – Foi um maldito cheque sem fundos!
Hell – Se pagou o aluguel, quem se importa?
Assumpção – A Marinete emprestou.
Hell – Pediu pra mamãe? Que inédito...
Assumpção – Se as contas são pagas não importa com quem se está endividado, concorda? Não sei seu truque pra não fazer nada e pagar tudo em dia.
Hell – Sou falsário.
Assumpção – Onde está a máquina? Vai ajuda?
Hell – Asssumpção...
Assumpção – Acredito em tudo que me der  dinheiro.
Hell – Mata sua ex e vende os órgãos no mercado negro. Dá dinheiro.
Assumpção – Não me dê idéias...


Hell – Falando nisso...O que  você fez pra deixar a ruiva tão desesperada?  Ela até me  cumprimentou quando nos vimos...
Assumpção  Sério– Ela está com medo de “levar bolo”. Ela está apostando  todas as  fichas nessa menina. Espero  que ela não deixe a Nonnie na mão. Odiaria ter de intervir...
Hell – Intervir...?
Assumpção se vira para Hell – Você não faria o mesmo em meu lugar?
Hell – Não consigo ser  como você, não me envolvo a este nível.
Assumpção – Deveria, faz parte do crescimento. 

Simone abre a porta e entra vestida de  coelho.  Os dois se  viram para  ela  surpresos e param a discussão. A idéia é que a cena seja “Avassaladora”, repentina.

Simone juntando os joelhos e  ficando numa posição engraçada – Ai, que saco !

Os três  ficam em silêncio, se entreolham e Hell faz um sinal de  silêncio e  cometa a imitar o “Hortelino Trocaletra”

Hell – Shhhh! Eu estou caçando coelhos...

Terminando a frase, Hell  simula que está descarregando uma metralhadora  em cima de Simone.
Assumpção  vira a cadeira na  direção de uma das gavetas da mesa  do Pc e  encontra camisinhas e  alguns remédios, virando-se em seguida para Simone – Olha, tem Prozac e Haldol na gaveta. Você precisa de qual?

Simone – Ah, vai se danar...Tô desesperada!
Hell – Sempre me disseram que mulheres  tinham um prazo de validade... “Beirando os trinta? Execução sumária resolve.”O mundo não seria um paraíso?

Simone olha irritada para Hell – Ainda vou te bater se não parar  com isso...
Hell – Você está convidada a tentar.
Assumpção olhando entediado para os dois – Dá logo um par de luvas de boxe pra ela. Resolvam  essa criancice logo... Eu ainda trabalho, sabia? 

Os dois olham para Assumpção irritados e Simone dá um passo adiante mexendo na jaqueta de assumpção.

Simone  – Posso pegar seu celular, né?
Assumpção – E o seu? A quantas anda?
Simone – Cortaram o telefone, o cartão e o celular foi roubado. Preciso chorar mais misérias?
Assumpção – Nossa, nunca me senti tão bem sendo eu mesmo...
Hell – É o seu melhor momento.

Assumpção puxa o celular do bolso da calça e dá para ela.




Artes Inéditas de Histórias da Bíblia

Apesar de ter tido uma edição publicada, a proposta da série Histórias da Bíblia era narrar todas as histórias contidas neste que é um dos ...